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Menos café na xícara: consumo nacional cai mais de 2,3%, segundo Abic

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De acordo com a Abic, o País continua sendo o maior consumidor dos produtos nacionais (Divulgação/Trilha do Pão)

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) divulgou, na quinta-feira (29), os indicadores de consumo da bebida no Brasil. Os números apontam que, entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o consumo da bebida caiu 2,31% na comparação com o período anterior (novembro de 2023 a outubro de 2024).

O volume representa 37,9% da safra de 2025, que foi de 56,54 milhões de sacas, segundo a Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab).

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(Fonte: Abic)

Café:

De acordo com a Abic, o País continua sendo o maior consumidor dos produtos nacionais. Em 2023, o mercado interno foi responsável por 39,4% do consumo da produção total. Já em 2024, foi de 40,4%. No ano passado, de 37,9%. O ritmo de consumo teve leve queda. Há expectativa de manutenção do patamar considerando que a safra será boa e o clima ficará mais estável, resultando em poucas variações do preço do café nas gôndolas.

No consumo mundial, o Brasil continua no 2º lugar como maior consumidor da bebida. A diferença para a 1ª posição, ocupado pelos Estados Unidos, é de, aproximadamente, 5 milhões de sacas. Se compararmos o consumo per capita do Brasil com o dos EUA (4,9 kg.hab.ano – café cru), o valor brasileiro é superior.

O consumo per capita de café no Brasil foi de 6,02 kg por habitante/ano de café cru e 4,82 kg por habitante/ano de café torrado e moído, no período entre novembro de 2024 e outubro de 2025. Os dados apontam queda de 3,88% em relação ao mesmo período do ano anterior, influenciada pelo crescimento da base populacional do IBGE. Ainda assim, o brasileiro consumiu, em média, cerca de 1.400 xícaras de café por ano.

A Abic representa 86% do share do mercado. As pequenas, micros e nanos torrefações representam 83% do quadro de associados.

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Fonte: Abic

Variação do preço

Os preços dos cafés Especiais registraram alta média de 4,3% entre janeiro e dezembro de 2025. A elevação foi ainda mais expressiva nos cafés Gourmets, que acumularam aumento de 20,1% no período.

Na contramão, os cafés Superiores tiveram queda de 3,5%. Já as categorias Tradicionais e Extrafortes apresentaram alta de 5,8%, refletindo o reajuste no mercado.

Os produtos em cápsulas também apresentaram queda de 16,8%. Nos últimos cinco anos, o preço da matéria-prima disparou: alta de 201% no café conilon e de 212% no arábica. No varejo, a bebida acumula aumento de 116% no período. Em 2025, a variação do preço ao consumidor do café torrado e moído foi de 5,8%, bem abaixo da alta registrada em 2024, que chegou a 37,4%.

Enquanto a bebida subiu 5,8% em 2025, o preço médio da cesta básica no ano caiu 4,8%, com quedas do açúcar (-13,3%), arroz (-31,1%), feijão (-14,3%) e leite (-4,9%), e aumento do óleo de soja (+1,2%).

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