Médico acusado de cobrar por serviço público é afastado em Osasco

​Ele é acusado de cobrar R$ 100,00 por atendimento no principal hospital da cidade.

Um médico acusado de cobrar R$ 100,00 por cada atendimento prestado a pacientes no Hospital Municipal Antônio Giglio, em Osasco, foi afastado das funções após uma pessoa levar o caso para as redes sociais. Santa Casa que administra a unidade chegou a divulgar comunicado em vídeo sobre caso.

Em nota oficial, a Prefeitura de Osasco informa que, além do afastamento do médico até que a situação seja devidamente esclarecida, não compactua com irregularidades como a apontada no vídeo e defende o rigor nas apurações. Para tanto exigiu a instauração de sindicância interna Associação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu que administra o hospital.

Youtube video

Na nota, a Prefeitura afirma que os serviços oferecidos no hospital (consultas, exames, procedimentos, internações, cirurgias) são custeados pelo SUS e que essas informações são divulgadas nas dependências do hospital por meio de placas e cartazes, além de canais de denúncias como a Central 156 (ou 3651-7080), a Secretaria de Saúde (3699-8900) e a Ouvidoria Municipal (2182-1450).


A associação responsável por administrar o hospital divulgou em nota que a sua ouvidoria só tomou conhecimento da denúncia após os fatos serem divulgados nas redes sociais. O comunicado à imprensa diz ainda que empresa terceirizada prestadora de serviços médicos foi notificada pela Santa Casa de Pacaembu a prestar esclarecimentos sobre a denúncia.

Igualmente à Prefeitura, a entidade diz não compactuar com qualquer atividade ilegal e que o médico foi afastado até que o caso seja esclarecido.

Segundo a Santa Casa, o Hospital Antônio Giglio possui hoje cerca de 500 funcionários e mais de 300 médicos. Por dia, a unidade presta atendimento com mais de 50 profissionais médicos e residentes. Todos os dias mais de duas mil pessoas passam pelo hospital, sendo pacientes ou seus acompanhantes.