O ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca denunciou à Polícia Civil um caso de apropriação indébita após identificar que cerca de R$ 479 mil, oriundos de um processo judicial do qual é beneficiário, foram sacados sem sua autorização. A informação foi publicada pelo portal G1.
De acordo com boletim de ocorrência registrado em fevereiro deste ano, na cidade de São Paulo, o valor foi liberado por meio de alvará judicial em janeiro de 2025. O ex-atleta afirma que não foi comunicado sobre a liberação nem sobre a movimentação financeira.
Marcelinho, que possui residência em Cotia e foi candidato a vice-prefeito do município nas eleições de 2024, relatou que havia encerrado formalmente o vínculo com a advogada responsável pelo caso em junho de 2024, meses antes da liberação do recurso.
Documentos obtidos pela reportagem apontam que o montante de R$ 479.427,92 foi liberado em 28 de janeiro de 2025 e pago dois dias depois. Embora o comprovante bancário indique o ex-jogador como beneficiário, o crédito foi realizado em conta corrente de titularidade da advogada.
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Em depoimento prestado na sexta-feira (17), Marcelinho afirmou que não tinha conhecimento da movimentação. A suspeita surgiu de forma inesperada, durante uma transmissão ao vivo, quando um internauta comentou sobre o andamento do processo envolvendo a massa falida das empresas “Fazendas Reunidas Boi Gordo”.
A partir da informação, ele consultou o site do tribunal e verificou que o pagamento já havia sido efetuado. “Desconfiado, o declarante foi verificar o andamento de seu processo junto ao site do Tribunal, quando visualizou o pagamento dos valores feitos na conta de sua advogada constituída à época”, diz trecho do depoimento.
Segundo o ex-jogador, após a verificação, ele entrou em contato com o autor do comentário, que teria confirmado que a advogada recebeu integralmente os valores.
Marcelinho afirma que não recebeu o dinheiro nem teve acesso a qualquer prestação de contas. Ele também relata dificuldade de contato com os responsáveis após o saque.
Ainda de acordo com o depoimento, a advogada teria realizado posteriormente um depósito parcial do valor em juízo, sem detalhamento da quantia, em uma tentativa de se eximir de responsabilidade.
O caso foi registrado como apropriação indébita e já evoluiu para inquérito policial. Paralelamente, o ex-jogador informou que protocolou uma representação contra a advogada junto à Ordem dos Advogados do Brasil.
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