giro

Morte de Gari: acusado responde por atropelamento e agressão em Cotia

Renê Júnior é acusado de matar gari em Minas Gerais e responde por agressões a ex-mulher em Cotia; juiz o classificou como “violento e desequilibrado”
Renê da Silva Nogueira Júnior foi preso por suspeita de assassinar o gari Laudemir Fernandes (Reprodução)

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, 47 anos, que segue preso pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, em Minas Gerais, acumula passagens por outros episódios de violência. Investigações do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) revelam que ele já foi denunciado por violência doméstica por uma ex-companheira e, se envolveu em um acidente fatal no Rio de Janeiro.

Conforme as informações do MP-MG, Renê responde como réu por agressões contra a ex-companheira, com quem vivia em um condomínio na cidade de Cotia. Em depoimento, a vítima contou que sofreu durante cerca de quatro anos abusos psicológicos e físicos, além de ameaças à própria família caso o denunciasse. Ela afirmou ainda que o empresário chegou a maltratar os animais de estimação do casal e a impedir que ela trabalhasse, usando chantagens como forma de controle.

O relato aponta também que Renê usava medicamentos sem prescrição médica e mantinha uma arma de fogo sem autorização legal. Diante das agressões, a mulher solicitou uma medida protetiva de urgência. Caso seja condenado pelo assassinato do gari, a Justiça poderá considerar esse histórico como agravante na fixação da pena, reforçando o perfil violento apontado no processo.

Acusado investigado por acidente com vítima fatal

O empresário também aparece em um boletim de ocorrência registrado no Rio de Janeiro, em 2003. Na época, ele pilotava uma motocicleta sem habilitação para a categoria quando atropelou uma mulher em situação de rua, que morreu no local.

Segundo Renê, a vítima tentou atravessar a via, recuou após ouvir a buzina e, no retorno à calçada, foi atingida. Ele alegou que sua habilitação para motos estava em processo de inclusão e que o acidente teria sido inevitável.

Morte de Gari: prisão preventiva

Na audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (13), o juiz Leonardo Damasceno, da Central de Audiência de Custódia, manteve a prisão preventiva. Para o magistrado, há elementos robustos para justificar a medida, como a perseguição ininterrupta da polícia, a identificação do veículo e o reconhecimento de testemunhas.

O juiz classificou a personalidade do empresário como “violenta e desequilibrada” e ressaltou que o crime é hediondo, exigindo resposta rigorosa. A defesa de Renê argumentou que ele é réu primário, possui bons antecedentes e residência fixa, além de solicitar sigilo processual, pedido que foi negado.

*Com informações do Portal G1.com

Jornalismo regional de qualidade
Há mais de 17 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de Jundiaí, São Paulo e Taboão da Serra.

Siga o perfil do jornal no Instagram e acompanhe outros conteúdos.