Caso é investigado e há a suspeita de que a morte seja suicídio. Ao lado do corpo, além de uma pistola, foram encontrados bilhetes manuscritos que não tiveram o conteúdo revelado
O maquinista da CPTM, Ricardo de Oliveira Dia, de 45 anos, que era procurado pela Polícia Civil, acusado de ter assassinado um colega de trabalho, que era morador de Osasco, na Estação da Luz, no último domingo (25), foi encontrado morto nesta quinta-feira (29), na rodovia Anhanguera, em São Simão, a 348 quilômetros da capital paulista. A Polícia Militar encontrou o corpo com um tiro na cabeça.
GIRO POLÍCIA: Funcionário da CPTM assassinado por colega de trabalho é sepultado em Osasco
O caso é investigado e existe a suspeita de que a morte seja um suicídio. Ao lado do corpo, além de uma pistola calibre .380, foram encontrados cinco bilhetes manuscritos que não tiveram o conteúdo revelado pelas autoridades policiais. Também foi apreendida a moto Yamaha YBR 125 usada pelo suspeito para fugir do local do crime.
Relembre a morte do funcionário da CPTM

O supervisor de tração, Marco Antônio da Silva, de 54 anos, era morador de Quitaúna, bairro da zona sul de Osasco. Ele morreu após ser baleado, na região do tórax, pelo colega no local de trabalho. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O acusado também disparou contra outro funcionário, de 53 anos, que ficou com ferimentos no pé.
Pedido de prisão temporária
Imagens do circuito de segurança da estação registraram o suspeito fugindo do local após efetuar os disparos contra os colegas de trabalho. De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, antes de efetuar os disparos nos colegas de trabalho, o suspeito disse: “Eu quero ver você tirar sarro”.
A Polícia Civil solicitou à Justiça um mandado de prisão temporário e faz buscas para localizar o homem que trabalhava há mais de 10 anos na CPTM. Ele era ex-policial militar.
Apreensão de munições
Na casa do suspeito, que segundo a polícia, deixou a corporação da Polícia Militar em 2006, foram localizados mais de 2.000 munições, além de peças de armas. A perícia vai analisar se a munição que atingiu as vítimas é a mesma que o suspeito guardava na residência.






