Dorota, a golden retriever de Simone Ascenção, já chegou na família com microchip. “Quando a Dorota ficou hospedada em um canil, pediram o código para a sua identificação na entrada e na saída. Foi útil porque tinham muitos cães idênticos a ela”, conta Simone.
O microchip pode ser implantado em cães e gatos pelas prefeituras ou em clínicas particulares. Na rede pública foram registradas esse ano 15.144 microchipagens. No sábado, 19, Osasco iniciará grande campanha de microchipagem, e vai disponibilizar aproximadamente 30 mil microchips.
Em Cotia, a microchipagem acontece desde 2009, durante a campanha de castração, ou seja, todo mês. “São 300 animais contemplados por campanha. Em 2019, em torno de 3 mil animais já foram microchipados”, afirma a veterinária Ana Marina Lino, coordenadora do Setor de Zoonoses de Cotia.
Itapevi realizou 118 microchipagens desde maio/2019. A lei 2574/18 regulamenta o serviço.
Em Barueri, o mutirão de microchipagem, com agendamento é junto com a castração, geralmente a cada dois meses. Em 2017, foram castrados e microchipados 3.040 animais. Em 2018, 4.200. Em 2019 foram 4.786. A prefeitura abriu 540 vagas em 16/10 para agendamento. Em dezembro há previsão de mutirão com cerca de 500 vagas. A cidade tem a lei 2.588, de 18/12/2017 (Estatuto do Animal).
A médica veterinária Maria Fernanda Lascane Sibov, do Hospital Veterinário Vetcao, em Barueri, realiza, em média, quatro microchipagens por mês, a partir de R$ 100. “Se o animal mudar de cidade, se perder ou for abandonado, e quem o encontrou levá-lo a um veterinário que tem a leitora do chip, encontrará os dados do animal no sistema do chip”, afirma Maria Fernanda. Colaborou Alphaville e Arredores – o real e original.
Válido mas sem banco de dados universal
O pastor alemão La Nouba veio do canil com microchip. “Caso ele escape e seja resgatado, é possível me localizarem”, afirma a publicitária Cintia Carvalho, que possui mais cinco cães, que não são microchipados. “São idosos e saem pouco de casa”, conta.
Cristina Gonçalves, proprietária da Vila dos Cães, considera válida a microchipagem para determinar o tutor do cão. “Mas, não existe um banco único para o registro dos dados. Caso o cão seja encontrado e tenha microchip, não temos pista de onde o cadastro possa estar. Cada marca tem seu banco de dados na internet”, diz. O aparelho não é GPS.
Segundo a médica veterinária Alexsandra Pereira Barreto, a UE exige microchip e tem banco de dados. “Em SP, cães doados pelo Centro de Controle de Zoonoses saem microchipados, mas a fiscalização não é rigorosa”, destaca.






