O pedido de expulsão do deputado federal Aécio Neves (PSDB) tem causado divergência no partido. A solicitação feita pelo prefeito da capital, Bruno Covas, foi tema de reuniões da legenda, mas ainda não há uma definição sobre o assunto. Além de Aécio, o partido também estuda punições para o ex-governador do Paraná Beto Richa.
Na região, o assunto causa divergência de opiniões. O prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar, que é coordenador do partido na região, acredita que deva existir ao menos uma punição. “Eu concordo com a expulsão ou pelo menos um ato de suspensão até o julgamento”, explica, acrescentando que o caso é grave. “O Aécio teve envolvimento com pessoas equivocadas do país, é algo grave. Acredito que nesses casos de corrupção, o partido deve ter mais rigor”, completa.
Porém, Elvis sugere calma nos casos de infidelidade. “É preciso avaliar com cautela para não prejudicar ninguém”, pondera.
Já o prefeito de Barueri, Rubens Furlan, se diz contrário à expulsão e pede respeito à trajetória do Aécio. “Eu acho muito ruim tudo isso. O partido tem que respeitar o Aécio. Eu não entro nessa briga não. Sou contra a expulsão, acho que todos tiveram importância no partido e que todos tiveram problemas. Só não estou aqui para julgar ninguém”, disse.
O presidente do PSDB de Osasco, Silas Bortolosso, também defende que punições só devem ser aplicadas após o julgamento. “Não podemos antecipar uma punição. Acredito que temos que aguardar e analisar muito bem a trajetória de cada um, pois, às vezes, a contribuição positiva para o partido e o projeto do PSDB foram muito maiores do que o problema que ele passa neste momento”, explica. Bortolosso cita o exemplo de José Carlos Vido, que foi acusado pelo vereador Lindoso de infidelidade partidária. “Vido é fundador do PSDB de Osasco. Acredito que essa situação poderia ter sido resolvida no municipal, pois conhecemos toda a trajetória dele”, finaliza.






