O empresário Pablo Marçal foi condenado por abuso de poder político e econômico, uso indevido de meios de comunicação e captação ilícita na campanha eleitoral de 2024
O empresário de Alphaville e influenciador digital Pablo Marçal (PRTB) foi condenado nesta sexta-feira (21) pela Justiça Eleitoral de São Paulo por abuso de poder político e econômico, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita na campanha eleitoral de 2024 à Prefeitura de São Paulo. O empresário ainda pode recorrer da decisão no TRE-SP.
O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da primeira Zona Eleitoral da capital, tornou o ex-candidato a prefeito inelegível por oito anos, a contar de 2024. O magistrado analisou duas ações, que foram ajuizadas pela coligação encabeçada pelo PSOL, partido do então candidato à prefeitura Guilherme Boulos, e pelo PSB, que tinha como candidata a prefeita Tabata Amaral.
+SIGA os canais de notícias do GIRO no Whatsapp, Telegram e Linkedin
Leia também
Ações contra Pablo Marçal
Na ação movida pelo PSB, foi apurada a venda do apoio de Marçal a candidatos a vereador em troca de doação para sua campanha na forma de Pix no valor de R$ 5.000, conforme divulgado em vídeos na rede social Instagram. Já na ação encabeçada pelo PSOL, foi acrescentado trecho de vídeo de Marçal em que era divulgado um link para um formulário de cadastro de doação para compra de apoio.
“Ficou demonstrado que o réu Pablo Marçal ofereceu apoio político por meio de vídeo para impulsionar campanha eleitoral de candidatos a vereador [que não estivessem em partidos de esquerda] em troca de doação do valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para sua campanha eleitoral”, diz o texto do magistrado.
Com a decisão seja mantida, Pablo Marçal fica inelegível até 2032. O empresário e influenciador digital já confirmou sua candidatura à Presidência da República em 2026.
Candidata a vice de Pablo Marçal não foi condenada
Antonia de Jesus Barbosa Fernandes (PRTB), candidata a vice-prefeita na chapa do empresário Pablo Marçal, foi absolvida pela Justiça. Assim como ele, Antonia respondia por abuso do poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e arrecadação ilícita de recursos.
No entendimento do juiz Zorz, não há indícios que a candidata tenha participado diretamente do suposto esquema de “venda” dos vídeos para compra de apoio político.
*Com informações do Portal G1.com)
—
Jornalismo regional de qualidade
Há mais de 17 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de Jundiaí, São Paulo e Taboão da Serra.






