O estudo do IBGE mostra também que a taxa de fecundidade caiu. Em 2022, 14 cidades registraram quase 42 mil nascidos vivos
A população brasileira vai parar de aumentar no ano de 2041, chegando a 220.425.299 habitantes. O dado faz parte das primeiras Projeções de População do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados do Censo Demográfico 2022, divulgadas na quinta-feira (22). O estudo demográfico mostra ainda que, de 2000 para 2023, a taxa de fecundidade caiu de 2,32 para 1,57 filho por mulher. Em 2040, deve recuar até 1,44 em 2040, quando atinge seu ponto mais baixo.
Izabel Marri, gerente de Estudos e Análises Demográficas do IBGE, ressalta que a redução da taxa de fecundidade “vem desde os anos 1960. Vários fatores contribuíram para isso, como a urbanização, a entrada das mulheres no mercado de trabalho e o aumento da escolaridade feminina, além da popularização da pílula anticoncepcional. Com isso, as taxas de fecundidade recuaram gradativamente de uma média de mais de seis filhos por mulher para os patamares atuais.”
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IBGE: nascimentos caem na maioria das cidades
As 14 cidades cobertas pelo GIRO registraram 41.647 nascidos vivos em 2022. No ano anterior, foram 41.958. A reportagem utilizou dados do DATASUS, do Ministério da Saúde, para compilar os nascimentos nos dois períodos.
Osasco teve 8.118 nascidos vivos no ano de 2022. O valor diminuiu em comparação a 2021, quando nasceram 8.381 bebês. O município é o que possui a maior população, com 728.615 habitantes, de acordo com o Censo 2022.
Já Jundiaí registrou 5.447 nascidos vivos em 2022. No ano anterior, foram 5.533 crianças que vieram ao mundo na cidade. Jundiaí ocupa o 2º lugar em número de habitantes: 443.221 pessoas.
Carapicuíba teve 5.342 nascidos vivos em 2022. Já no ano de 2021, foram 5.611 bebês. Segundo o Censo 2022, Carapicuíba possui 386.984 habitantes.
Barueri, Cajamar, Pirapora do Bom Jesus e São Roque tiveram mais nascimentos em 2022 em relação ao ano anterior (2021).
Confira, no quadro, os números dos outros municípios:
Confira abaixo o desempenho das outras cidades no segmento de Indústria:
| Município | População/Censo 2022 | Nascidos vivos (2022) | Nascidos vivos (2021) |
| Araçariguama | 21.522 | 316 | 352 |
| Barueri | 316.473 | 5.234 | 5.216 |
| Cajamar | 92.689 | 1.298 | 1.287 |
| Itapevi | 232.297 | 3.551 | 3.634 |
| Cotia | 274.413 | 3.692 | 3.809 |
| Jandira | 118.045 | 1.315 | 1.456 |
| Pirapora do Bom Jesus | 18.370 | 236 | 234 |
| Santana de Parnaíba | 154.105 | 2.226 | 2.287 |
| São Roque | 79.484 | 904 | 897 |
| Taboão da Serra | 273.542 | 3.298 | 3.546 |
| Vargem Grande Paulista | 50.415 | 670 | 715 |

Cenário deve mudar em 2050
Por outro lado, a partir de 2050, as projeções indicam que a taxa de fecundidade terá ligeiro crescimento, chegando a 1,45 em 2050; 1,47 em 2060 e alcançando 1,50 no ano de 2070. Esse indicador vem decrescendo como consequência de uma série de transformações ocorridas na sociedade brasileira desde meados do século XX.
Idade média em que mulheres engravidam
Outra informação das Projeções de População é a idade média da fecundidade, ou seja, a idade média em que as mulheres tinham seus filhos. Em 2000, esse número era de 25,3 anos, passando para 27,7 anos em 2020 e devendo alcançar 31,3 anos no ano de 2070.
“Temos observado, no Brasil e em vários países, um adiamento da maternidade, isto é, as mulheres decidindo-se a terem seus filhos mais tarde. Indiretamente, isso também contribui para a redução do total de nascimentos”, afirma a demógrafa do IBGE.
Dados do IBGE
As Projeções de População do Instituto usam dados de diversas fontes, como os três censos demográficos mais recentes – 2010, 2010 e 2022 -, a série histórica das Estatísticas do Registro Civil (iniciada em 1974) o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), ambos do Ministério da Saúde. Seus cálculos permitem acompanhar a evolução dos padrões demográficos do Brasil.
Além de servirem de parâmetro para políticas públicas nas três esferas de governo, as Projeções de População permitem que o IBGE atualize as amostras de suas pesquisas domiciliares, como a PNAD Contínua, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF).
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