Hoje, existem 12.983 pacientes com hemofilia A e B cadastrados no País. Segundo a World Federation of Hemophilia, esta é a quarta maior população mundial de pacientes com a doença. No Brasil, o tratamento das hemofilias é realizado praticamente de forma exclusiva pelo SUS.
Os portadores da hemofilia utilizam o medicamento Fator VIII Recombinante, direcionado ao tratamento da hemofilia A tipo mais comum. Em 2019, foram adquiridos 720 milhões de unidades de medicamentos previstos no tratamento de doenças hemorrágicas hereditárias a um custo de R$ 1,3 bilhão.
Rede de 32 hemocentros espalhados pelo Brasil conta com o sistema Hemovida, que dispõe de uma base nacional para o cadastro de pacientes, inserção de dados clínicos, informações sobre o tratamento, registro de aplicações, além do controle de estoque de medicamentos.
A incorporação, em 2019, do medicamento Hemcibra®️ (emicizumabe) ampliou as opções de tratamento para pessoas que convivem com a hemofilia e melhorou a qualidade de vida desses pacientes.
A hemofilia é uma doença genética e hereditária, causando alterações na coagulação do sangue e provocando vários sintomas: mancha rochas na pele, inchaço e dor nas articulações, sangramentos espontâneos na gengiva, nariz, entre outros locais, hemorragias difíceis de parar após cirurgia ou corte, menstruação excessiva e prolongada. Animais também podem ter a doença.
A hemofilia grave costuma ser descoberta no bebê. A moderada por volta dos cinco anos de idade, ou quando a criança começa a andar e brincar. Já a hemofilia leve pode aparecer na vida adulta, quando a pessoa sofre uma pancada forte ou após procedimentos como extração dentária, em que se tem sangramento acima do normal.






