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SP: governo lança plano para gestão de resíduos sólidos até 2026

Governo de SP prevê a realização de consultas públicas e a revisão final da estrutura dos contratos antes da publicação dos editais dos resíduos
A previsão é que os editais sejam publicados até 2026 (Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação)

O Governo do Estado de São Paulo planeja publicar até setembro de 2026 os editais de concessão do programa Integra Resíduos, cuja meta é modernizar e tornar mais eficiente a gestão de resíduos sólidos no estado. A iniciativa é liderada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e deve atrair investimentos da iniciativa privada por meio de parcerias público-privadas.

A modelagem do projeto está prevista para começar em janeiro de 2026, com a preparação dos documentos técnicos e jurídicos necessários para as licitações. O cronograma inclui ainda a realização de consultas públicas e a revisão final da estrutura dos contratos antes da publicação dos editais.

O programa deu seu primeiro passo concreto na última quinta-feira (31/7), quando a secretária da Semil, Natália Resende, se reuniu com representantes de 54 municípios paulistas para apresentar o plano e iniciar os estudos de viabilidade técnica. Ao todo, 128 cidades se inscreveram individualmente e outras 12 aderiram por meio de consórcios intermunicipais.

Nessa primeira fase, os estudos se concentram em três consórcios regionais: o da Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê, o da Região Central do Estado e o de Manejo de Resíduos da Região Metropolitana de Campinas. Juntas, essas localidades produzem cerca de 4.300 toneladas de lixo por dia, segundo estimativas da Semil.

O programa Integra Resíduos surge como resposta a gargalos persistentes na destinação do lixo em São Paulo — entre eles, a longa distância entre municípios e áreas de descarte, o uso ainda frequente de aterros em valas e a baixa taxa de coleta seletiva.

Segundo a Semil, o estado gera cerca de 40 mil toneladas de resíduos sólidos diariamente, com um custo estimado de R$ 6 bilhões por ano somente com a destinação final dos resíduos urbanos. A expectativa do governo é de que, com a regionalização da gestão e a entrada da iniciativa privada, esses números possam ser otimizados, reduzindo impactos ambientais e financeiros.

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