O agente confessou o crime e se entregou na noite de ontem (20). “Eu defendi minha vida, está na lei. Tenho direito de me defender. Tenho absoluta certeza e fé em Deus que tudo vai dar certo”
O guarda civil municipal, Paulo Alexsandro de Souza, de 44 anos, que matou dois homens durante um churrasco, em Cajamar, se entregou à polícia na noite de terça-feira (20). Em vídeo enviado ao programa “Fala Brasil”, da Record, o agente alegou que atirou para se defender e que se entregaria. Ainda no depoimento, Paulo contou que não se apresentou antes por medo de represálias. A defesa afirma que a cena do crime foi alterada.
O assassinato aconteceu na noite do dia 2 de agosto, numa festa realizada na rua Silvério Augusto Tavares, travessa da avenida Tenente Marques, Vila Granipavi. De acordo com a reportagem exibida pela Record TV, as vítimas e o suspeito estavam entre amigos para assistir a partida entre Corinthians e Flamengo pela Copa Libertadores da América, quando começou uma discussão entre os envolvidos. Em determinado momento, o guarda sacou a arma e atirou contra os dois homens.
As vítimas, Jader Adão, de 35 anos, e Wellington Rodrigues, de 34 anos, não resistiram aos ferimentos e morreram no local. O GCM fugiu em sua motocicleta e estava foragido. No vídeo exibido pelo programa da Record, o guarda civil afirmou que a confusão começou porque um dos suspeitos assoprou fumaça de maconha em seu rosto. Com o início da confusão, um dos suspeitos teria tentado esfaquear o guarda da GCM, que abriu fogo contra os homens em “legítima defesa”.
“Eu defendi minha vida, está na lei. Eu tenho direito de me defender, não fiz a bel prazer. Tenho absoluta certeza e fé em Deus que tudo vai dar certo”, disse o suspeito em vídeo enviado ao programa Fala Brasil. Na segunda metade do vídeo, o advogado do suspeito afirma que seu cliente não se entregou antes por medo de represálias e revelou que a cena do crime foi alterada. Segundo a perícia, o local do crime foi violado.






