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Funcionário da Enel é preso após cobrar R$ 2,5 mil para religar energia

Funcionário da Enel foi preso pelo subprefeito da Vila Mariana (Reprodução/Redes sociais)

Um funcionário de uma empresa terceirizada da Enel foi preso em flagrante por corrupção passiva nesta quinta-feira (11) após admitir que cobrou R$ 2,5 mil para religar a energia de um imóvel na Vila Mariana. A prisão foi realizada pelo próprio subprefeito da região, Rafael Minatogawa, que conduziu o homem até o 16º Distrito Policial.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito foi levado à delegacia após confessar a cobrança irregular durante uma abordagem na rua Estado de Israel. A ação ocorreu em meio ao caos provocado por quedas de árvores e danos na rede elétrica, que deixaram moradores e comerciantes há mais de 24 horas sem luz desde a noite de quarta-feira (10).

Um print de uma conversa entre o suspeito e um comerciante foi entregue ao subprefeito. Nele é possível ver a chave PIX para que o pagamento fosse realizado. Em outro momento, um áudio gravado durante a abordagem registra o homem admitindo o serviço irregular.

Enel se manifesta

A Enel informou inicialmente que não comentaria o caso envolvendo o funcionário específico. Em seguida, confirmou que Alex atuava para uma empresa parceira da distribuidora. Em nota, reforçou que nenhum serviço de reparo ou restabelecimento de energia na rede é passível de cobrança direta ao cliente.

“A companhia reforça que qualquer exigência de pagamento para reparos na rede elétrica da distribuidora, para restabelecimento de energia, está fora das regras de conduta da companhia. Em caso de dúvidas, os clientes podem entrar em contato com os canais de atendimento da Enel São Paulo”, declarou.

Prisão em flagrante

A SSP confirmou que o caso foi registrado como corrupção passiva no 16º DP (Vila Clementino).
“Policiais civis do 16º Distrito Policial prenderam em flagrante, nesta quinta-feira (11), um funcionário de uma empresa de fornecimento de energia elétrica pelo crime de corrupção passiva, na Praça Manuel Vaz de Toledo”, diz a nota oficial. O caso segue sob investigação.

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