giro

Febre Maculosa: prefeituras de Cotia, Itapevi e outras cidades alertam pacientes e médicos

Apesar das cidades estarem fora da região de contaminação, as administrações municipais têm fornecido orientações para os moradores e para os profissionais que compõem a rede de saúde
Carrapato-estrela, transmissor da bactéria causadora da Febre Maculosa. (Divulgação/Prefeitura de Jundiaí)

Apesar das cidades estarem fora da região de contaminação, as administrações municipais têm fornecido orientações para os moradores e para os profissionais que compõem a rede de saúde

Após a morte de quatro pessoas por febre maculosa em Campinas, as prefeituras da região emitiram comunicados aos profissionais da rede de saúde sobre como proceder em casos suspeitos da doença. Até o momento, nenhum caso foi registrado nas 12 cidades da região. Apesar dos municípios não estarem nas áreas endêmicas, a medida foi adotada devido a proximidade da região com a cidade onde as mortes foram contabilizadas, ou seja, algum morador pode ter passado pelo local.

LEIA TAMBÉM: Confirmação de quarta morte por febre maculosa acende alerta dos órgãos de saúde de SP

A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por uma bactéria transmitida através da picada de uma das espécies de carrapato (carrapato-estrela), ou seja, ela não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa pelo contato e seus sintomas podem ser facilmente confundidos com outras doenças que causam febre alta. Há no estado duas espécies da bactéria causadora da doença.

Conforme o Ministério da Saúde, os principais sintomas da doença são: febre; dor de cabeça intensa; náuseas e vômitos; diarreia e dor abdominal; dor muscular constante; inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés; gangrena nos dedos e orelhas e paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões, causando paragem respiratória

Cotia emitiu nota com orientação sobre a febre maculosa

A Vigilância Ambiental, do Departamento de Vigilância em Saúde de Cotia, preparou um relatório listando os principais tipos de carrapatos encontrados em Cotia e os cuidados que a população deve ter, especialmente com os cães (que é um dos hospedeiros do parasita).

Além disso, o documento traz informações sobre a definição de casos suspeitos de febre maculosa em humanos. Segundo o relatório, assinado pelo biólogo Ricardo R. Cabrera, podem entrar na classificação de caso suspeito, pessoas que apresentem os sintomas e tiverem história de picada ou a retirada de carrapato e/ou contato com cães e gatos que tenham acesso a áreas de mata e/ou que resida ou tenha frequentado área de transmissão e/ou de risco para febre maculosa nos últimos 14 dias.

É importante adotar medidas de controle de carrapatos; o local onde o cão é abrigado deve ser limpo constantemente e deve ser feita a verificação detalhada na pelagem do animal para verificar se há hospedeiro.

Itapevi pediu alerta para pacientes com sintomas de febre maculosa

Já a Prefeitura de Itapevi orientou os médicos e demais funcionários da rede de saúde os protocolos de atendimento aos pacientes que estejam com suspeita da doença.

O município orienta a população sobre os cuidados com os animais domésticos e sobre a utilização de carrapaticidas, especialmente em áreas rurais e verdes. Além disso, tem reforçado nos canais oficiais formas e prevenção e orientado a população a procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência em casos suspeitos.

Mais informações também podem ser obtidas pela população junto ao Departamento de Controle de Zoonoses (DCZ) da Prefeitura de Itapevi (Rua Professor Dimarães Antônio Sandei, 375 – Cidade Saúde) pode ser acionado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelos números (11) 4773-2785 e (11) 4774-5387.

Osasco, Jandira e Carapicuíba também orientaram equipes sobre a febre maculosa

Através de nota, as Prefeituras de Osasco, Jandira e Carapicuíba confirmaram que não registraram casos da doença e informaram que orientaram as equipes sobre como proceder em casos de pacientes com suspeita da febre maculosa. Além disso, as administrações pontuaram que não estão em região consideradas endêmicas.