Ir a parques com a família aos fins de semana não é mais uma opção de lazer. O que antes era descontração e diversão, hoje acende um sinal de alerta em todos por conta da disseminação da covid-19. A lição que a pandemia nos trouxe é de que é preciso esperar a vacina chegar para todos e aguardar vivo, e com saúde, por tempos melhores.
A decisão de restringir o acesso não só a parques, mas também a centros de compra, restaurantes, casas de shows, bares, entre outros locais, partiu do governo de São Paulo, preocupado com a segunda onda da pandemia da covid-19 e o número considerável de novos casos e óbitos tanto no Brasil, quanto nos 645 municípios do estado (veja abaixo).
No último dia 23 de janeiro, o governo de São Paulo publicou o decreto de reclassificação do Plano SP no Diário Oficial do Estado. A partir de segunda (25), a região oeste da grande São Paulo, composta por municípios do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste, Cioeste (Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista) retrocedeu para a fase laranja do Plano São Paulo, um pouco mais restritiva que a verde, na qual se encontrava anteriormente. O governo determinou que, após as 20h e até as 6h em dias úteis, e integralmente nos finais de semana, as regiões classificadas na etapa laranja deverão seguir as restrições da vermelha. Nos finais de semana dos dias 30 e 31 de janeiro e 6 e 7 de fevereiro todas as regiões estarão na fase vermelha em tempo integral.
Mas o que isso significa na prática?
Na etapa laranja, os parques estaduais podem funcionar por até oito horas diárias, de segunda a sexta-feira, com acesso restrito a 40% da capacidade e encerramento às 20h; os municipais terão de seguir a mesma recomendação para evitar aglomerações desnecessárias e, assim, mais contágio pelo coronavírus. Além dos parques, academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, comércios, shoppings, concessionárias e escritórios devem funcionar impreterivelmente até às 20h, também com capacidade reduzida. O consumo local em bares, assim como a venda de bebidas alcoólicas nesses locais e em lojas de conveniência, só poderão ocorrer entre 6h e 20h.
Na fase mais restritiva (vermelha), estipulada aos finais de semana em todo o estado, incluindo a região oeste da Grande São Paulo, somente atividades essenciais, como supermercados e farmácias, poderão funcionar. Bares, restaurantes, padarias e similares poderão trabalhar apenas com sistema de delivery, drive-thru e take away (retirada); todas as demais atividades devem estar fechados para atendimento ao público.
Números que preocupam
O mês de janeiro bateu recorde de novos casos de covid-19 em São Paulo em todos os meses da pandemia, chegando a 268.997 infecções confirmadas até o fechamento desta matéria no dia 27. Já são quase 7 mil novos casos a mais que em agosto, que havia registrado 262.038 novos casos e até então era o mês de maior número de infectados.
No total, desde os primeiros registros da covid-19 no estado, já ocorreram 52.170 óbitos e 1.731.294 casos confirmados do novo coronavírus. Entre o total de casos diagnosticados de covid-19, 1.488.343 pessoas estão recuperadas, sendo que 176.111 foram internadas e tiveram alta hospitalar. As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 70,7% na Grande São Paulo e 70,9% em todo o estado.









