Segue em cartaz até dezembro, a exposição “O Brasil de Tarsila”. Considerada a maior exposição imersiva já realizada sobre a obra e a vida de Tarsila do Amaral, a mostra no Nubank Arte Lab, localizado dentro Conjunto Nacional na avenida Paulista, na região central de São Paulo.
A mostra celebra os 140 anos de nascimento da pintora modernista em um percurso multissensorial. O público poderá aproveitar: mais de 10 salas revisitam cerca de 40 obras icônicas do modernismo brasileiro, como Abaporu, Antropofagia, A Cuca e Operários, em um ambiente de 1.300 m².
A experiência combina projeções em 360 graus, realidade aumentada e instalações interativas para apresentar as pinturas e aspectos do processo criativo de Tarsila do Amaral. O percurso também conta com trilha sonora original e recursos sensoriais, como efeitos de aromas.
A exposição tem curadoria de Paola do Amaral Montenegro, sobrinha-bisneta da artista e responsável pela gestão de seu legado, e de Juliana Miraldi, socióloga e pesquisadora de arte moderna e contemporânea. A proposta é aproximar diferentes públicos da produção de uma das principais representantes do modernismo brasileiro.
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Com curadoria de Paola do Amaral Montenegro — sobrinha-bisneta de Tarsila do Amaral e gestora de seu legado — e Juliana Miraldi — socióloga e pesquisadora em arte moderna e contemporânea, pós-doutora pela UFRRJ e Unicamp —, a exposição “O Brasil de Tarsila” reúne pesquisa histórica rigorosa com alta tecnologia para apresentar uma das principais pintoras do país de forma nunca antes vista pelo público brasileiro.
Exposição sobre Tarsila do Amaral tem ingressos a partir de R$ 25


Exposição recria momentos da carreira da artista (Divulgação/FeverUP)
Os ingressos para visitar “O Brasil de Tarsila” estão disponíveis pela plataforma Fever, com valores a partir de R$ 25. Clientes Nubank também podem ter acesso a condições especiais na compra das entradas.
A mostra oferece recursos de acessibilidade, como fones abafadores de ruído, programação em braile e visita audioguiada, para atender visitantes com diferentes necessidades.
Quem foi Tarsila do Amaral: conheça vida a obra da artista


Tarsila do Amaral já foi casada com Oswald de Andrade (Divulgação/FeverUP)
Tarsila do Amaral nasceu em 1886, em Capivari, interior de São Paulo, e tornou-se uma das figuras centrais do modernismo brasileiro. Filha de uma família de fazendeiros, teve uma educação privilegiada para os padrões da época, o que incluiu estudos e viagens frequentes à Europa — experiência que marcaria profundamente sua formação artística.
Em Paris, Tarsila estudou com nomes como André Lhote e Fernand Léger, absorvendo influências do cubismo e das vanguardas europeias. De volta ao Brasil, aproximou-se de Oswald de Andrade(1890-1954), Mário de Andrade (1893-1945), Anita Malfatti (1889-1964) e Menotti del Picchia (1888-1982), formando o chamado “Grupo dos Cinco” — núcleo que impulsionou o movimento modernista brasileiro após a Semana de Arte Moderna de 1922.
Na década de 1920, Tarsila desenvolveu a chamada fase “Pau-Brasil”, em que passou a retratar paisagens, costumes e cores do Brasil com um olhar renovado, misturando referências populares e eruditas. Essa fase lançou as bases visuais que a tornariam a maior representante da pintura moderna brasileira.
Em 1928, Tarsila pintou Abaporu, tela que se tornaria uma das obras mais icônicas da arte brasileira. A pintura — presenteada a Oswald de Andrade, seu segundo marido — inspirou diretamente o Manifesto Antropofágico e deu origem ao Movimento Antropofágico, uma das correntes mais importantes do modernismo no país.
Pouco depois, Tarsila pintou Antropofagia (1929), que reúne elementos de Abaporu e de outra obra anterior, A Negra, consolidando visualmente esse novo momento.
Na década de 1930, a obra de Tarsila ganhou um tom mais social e político, refletindo as transformações do Brasil urbano e industrial da época. A tela Operários (1933) é o exemplo mais conhecido dessa fase, retratando um mosaico de rostos de trabalhadores diante de um cenário industrial.
Tarsila do Amaral morreu em 1973, mas sua obra segue como uma das mais relevantes da história da arte brasileira, presente em museus e coleções no Brasil e no exterior. A artista está sepultada no Cemitério da Consolação, nos arredores da Avenida Paulista.
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