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Explosão do Osasco Plaza Shopping completa 25 anos nesta sexta-feira (11)

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Centro de compras foi reaberto no fim de novembro de 1996 (Divulgação/Osasco, Plaza Shopping)

O dia 11 de junho é uma data de muita tristeza para a população de Osasco. Há exatamente 25 anos, na véspera do Dia dos Namorados de 1996, uma explosão ocorrida na hora do almoço rompeu o piso da praça de alimentação do centro de compras e lazer Osasco Plaza Shopping, localizado na região central da cidade. A tragédia foi responsável pela morte de 42 pessoas e outras 300 ficaram feridas.

O empreendimento havia sido inaugurado um ano antes da tragédia. Operários da Prefeitura, agentes do Corpo de Bombeiros e mil homens do Exército participaram dos trabalhos de resgate das vítimas, grande parte delas debaixo dos escombros. Na época, o prefeito Celso Giglio (1941-2017), decretou luto oficial de três dias.

Osasco Plaza Shopping foi inaugurado um ano antes da tragédia (Mariana Pereira/ Redação Giro S/A)

Segundo o portal de notícias G1, a perícia feita pelo Instituto de Criminalística de São Paulo comprovou que o incidente ocorreu devido a um vão entre o solo e o piso que não possuía ventilação. O documento também apontou falhas em roscas, vedações e localizações inadequadas na tubulação de gás, debaixo do piso, que não estavam incluídas no projeto oficial.

Com o dinheiro do seguro, o Osasco Plaza Shopping passou por uma reforma, que custou R$ 4 milhões e, no fim de novembro daquele mesmo ano, voltou a reabrir as portas ao público. Ainda de acordo com o G1, devido aos cinco meses de lojas fechadas, os comerciantes tiveram que arcar com as despesas dos funcionários. Muitos empreendedores perderam tudo na explosão.

A Justiça de São Paulo condenou, depois de três anos, cinco pessoas pela tragédia sem precedentes: o diretor comercial do shopping Marcelo Marinho Zanotto, o engenheiro de segurança Antônio das Graças Fernandes e os engenheiros da construtora Rubens Molinari, Edson Pope e Flávio Camargo. Em 2005, quase dez anos depois da explosão, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu os quatro engenheiros e o administrador, acusados de negligência.

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