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Estudo aponta que 19,3% dos motoristas utilizam o celular no trânsito

25% são jovens entre 25 e 30 anos
O uso de celular no trânsito aumenta em quatro vezes a chance de um acidente (Foto: Agência Brasil)

No mês de conscientização de segurança no trânsito, Maio Amarelo, o Ministério da Saúde alerta os motoristas a não usarem celular ao dirigir. Dados do primeiro relatório do Vigitel apontam que 19,3% dos motoristas das 26 capitais brasileiras e do Distrito Federal admitiram fazer o uso de aparelho celular enquanto dirigem. A pesquisa mostra ainda que homens e mulheres apresentam percentuais semelhantes na associação celular e direção, 19,6% e 18,8%, respectivamente.

Os dados chamam atenção especialmente quando a OMS diz que usar o celular ao dirigir aumenta em quatro vezes as chances de se envolver em um acidente. Entre as capitais, as maiores prevalências para o uso de celular e direção foram observadas em Belém, Rio Branco e Cuiabá, enquanto as menores foram observadas em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.

Os maiores índices de uso de celular durante a condução de veículos foram observadas entre indivíduos com maior escolaridade, 26,1%, e adultos jovens de 25 a 34 anos, 25,0%.

Os dados são parte do primeiro relatório Vigitel, com resultados específicos para a população de condutores de veículos motorizados. Os indicadores do estudo incluíram também multa por excesso de velocidade, blitz de trânsito, teste do bafômetro e condução de veículo motorizado após consumo de bebidas alcoólicas.

PROGRAMA VIDA NO TRÂNSITO

O Programa Vida no Trânsito, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, se apresenta como a principal resposta do setor saúde aos desafios da ONU para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito, cuja meta é reduzir metade dos óbitos por lesões de trânsito entre 2011 a 2020 e também para a meta 3.6 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS.

O PVT vem ajudando governos federal, estaduais e municipais na adoção de medidas para prevenir as mortes e lesões graves no trânsito e promover a mobilidade segura. É um programa intersetorial que busca financiar intervenções nas áreas da segurança viária, fiscalização, educação e atenção às vítimas. O programa foca em fatores de risco e grupos de vítimas mais vulneráveis como pedestre, ciclista e motociclista.

No Brasil, entre 2010 e 2018, houve redução de 32% nestes óbitos, todos os estados apresentaram uma redução, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. Em 2018, a taxa de mortalidade por lesões de trânsito foi de 14,8 óbitos por grupo de 100 mil habitantes e em 2010, a taxa do país era de 21,8 óbitos a cada 100 mil habitantes.