giro

​Estar acima do peso é fator de risco para covid-19

É preciso atenção:  7 a cada 10 brasileiros estão acima do peso
Um a cada três pacientes com obesidade e coronavírus vieram a óbito afirma Secretaria da Saúde (Foto: Freepik)

A obesidade também aparece na lista dos grupos de risco para os pacientes infectados pelo vírus além de ser considerada como fator de risco para o desenvolvimento de uma série de doenças, quando se fala da pandemia de Covid-19

Segundo o nutrólogo do HCor, Daniel Magnoni, dados da população brasileira apontam que 77% das pessoas estão acima do peso – sendo 20% obesas e 57% com excesso de peso, índices que chamam atenção dos gestores de saúde na linha de frente do combate ao coronavírus no País.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, um estudo que avaliou 14 mil infectados pela Covid-19 na capital mostrou que um a cada três pacientes com obesidade e coronavírus vieram a óbito.

“Nessa relação, a obesidade sugere que nos deparemos com pacientes que também têm outras complicações, como diabetes, hipertensão, alterações renais e insuficiência cardíaca. Em geral, são os obesos com problemas concomitantes que apresentam uma evolução negativa da doença”, destaca o nutrólogo.

A boa notícia é, obesos que tenham metabolismo estável e estejam em dia com o controle da glicemia e os níveis de pressão arterial podem apresentar boa evolução clínica, muito diferente daqueles que se apresentem instáveis e sem controles adequados.

O nutrólogo alerta, entretanto, que – para além dessa soma de fatores – sozinha, a obesidade pode apresentar, sim, um risco mais elevado ao paciente. Isso porque os obesos tendem a desenvolver um quadro de inflamação crônica (processo relacionado à baixa imunidade), além de terem dificuldades no bom funcionamento do sistema respiratório, diretamente atingido pelo coronavírus.

Segundo Magnoni, é fundamental ter muito cuidado com dietas exageradas para emagrecimento, já que, além de poucos resultados na perda de peso, elas podem levar a graves deficiências nutricionais, piorando a resposta metabólica e imunitária à infecção pela Covid-19.

“Assim como em qualquer época, durante a pandemia e a quarentena, devemos seguir dietas equilibradas, sem restrições, mas também sem excessos. Muito além da balança, precisamos lembrar que a boa alimentação e a prática de atividade física são hábitos essenciais na manutenção da nossa saúde”, destaca.