Uma candidatura de repúdio. Foi assim que o deputado federal, Alexandre Frota (PSDB), classificou sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados, oficializada durante pronunciamento à imprensa, na manhã desta quarta-feira (27), em Brasília. O tucano não conta com apoio da legenda, já que o PSDB declarou apoio ao deputado federal, Baleia Rossi (MDB) que é candidato do atual presidente, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM).
“É uma candidatura solo e de repúdio que é uma voz que representa milhões de brasileiros que estão insatisfeitos com os rumos do governo Bolsonaro. É uma candidatura de protesto para que esse governo tome vergonha na cara e lute pelo povo brasileiro com dignidade e sem mentiras”, disse o parlamentar que é morador de Cotia.
Frota justificou que a candidatura é uma forma de declarar que não aceita ver o Congresso ameaçado pela atual gestão. “Serei sempre uma voz destoando desse governo. Muitas vezes, em 2019 votei a favor, mas quando era a favor dos brasileiros, mas não posso aceitar e acreditar que o povo brasileiro ainda esteja adormecido com tudo o que temos visto, principalmente, com relação às ações envolvendo a pandemia”, desabafou.
O parlamentar também alertou que o Congresso vive ameaçado. “Vivemos um momento complicado onde vemos o Congresso ameaçado. Jair Bolsonaro está praticando o que antes ele condenava. Um populismo agressivo, tendencioso e jogando para as massas radicais bolsonaristas uma estratégia que parece ser em favor do povo brasileiro, mas que não é. Ele quer encontrar culpado e inimigo para tudo, para justificar sua má gestão”, completou.
Ele também alertou que o governo diz que as reformas são necessárias, mas que se alia a um grupo que não deseja a reforma. “Lembro que ele (Bolsonaro) disse que jamais faria acordo com o atual centrão, mas, no entanto, ele se vendeu ou comprou o centrão. O centrão não quer reformas, não conheço alguém do centrão que queira as reformas administrativas, tributária ou política”, afirmou.
Antes de encerrar o pronunciamento, Frota garantiu que se eleito pretende pautar os pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. “Tem crimes e é robusto juridicamente. Vários artigos foram violados, houve tentativa de interferência em outros Poderes. Houve interferência na Polícia Federal para impedir investigações. Além disso, ele não segue a Constituição Federal. Além disso, ele negou a ciência e colocou em risco a vida de milhões de brasileiros”, finalizou.







