Seguiu para análise do secretário estadual de Saúde, Jean Carlos Gorinchteyn, o requerimento dos vereadores solicitando a reabertura do pronto-atendimento no Hospital de Cotia, administrado pelo governo do estado. Segundo os parlamentares, a falta de atendimento de urgência e emergência na unidade tem prejudicado a população e causado superlotação da UPA, que “estaria sufocada com a grande demanda”.
“Nós solicitamos, por algumas vezes, uma agenda com o secretário estadual de saúde, mas, até agora, não recebemos uma resposta. Então, resolvemos formalizar um documento informando a atual situação da nossa população como fechamento do pronto-atendimento no Hospital de Cotia. Eles precisam compreender que essa ação do ex-governador João Doria está causando a morte de muitas pessoas, que vão para as unidades municipais e, só depois que é constatada a gravidade do caso, são transferidas para o hospital estadual. Com isso, há uma perda de tempo no atendimento. Isso não pode continuar assim”, pontuou o presidente da Câmara, o vereador Celso Itiki (PSD).
Gestão governo estadual
O vereador Edson Silva (SSS) fez questão de pontuar que o prefeito Rogério Franco não é responsável pela unidade e que muitos acabam responsabilizando a Prefeitura pela falta do atendimento na unidade hospitalar. “O Hospital de Cotia é administrado pelo governo estadual e não pelo prefeito de Cotia, Rogério Franco. Foi o governador João Doria que fechou o atendimento na unidade. Isso não é culpa do prefeito, do secretário da Saúde ou dos vereadores que não foram consultados e são contra essa atitude. As pessoas não entendem o motivo das UPAs estarem superlotadas e essa informação precisa chegar à população”, completou.
Em fevereiro de 2021, em plena pandemia da covid-19, o então governador do estado de João Doria determinou o fechamento do pronto-atendimento nos hospitais de Cotia e Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, além de unidades na Vila Alpina e no Itaim Paulista, zona Leste, e no Grajaú e em Pedreira, na zona sul da capital paulista. Na época, a secretaria estadual da Saúde, informou que o objetivo era evitar que casos menos graves prejudicassem os atendimentos de maior complexidade.







