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Duas barragens de Pirapora têm alto potencial de danos

​Relatório da Agência Nacional de Águas demonstra que elas devem ser observadas de perto
Relatório aponta risco na Barragem Pirapora operada pela EMAE – Foto: Divulgação

Duas das barragens instaladas no Rio Tietê na região, a Pirapora Energia S.A. e Rasgão, estão registradas como risco médio e baixo, respectivamente, conforme Relatório de Segurança de Barragens 2017, elaborado pela Agência Nacional de Águas. Ambas são administradas pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.

Porém, em ambas, o dano potencial é considerado alto. “O risco significa a probabilidade de ocorrem problemas na barragem. Já o dano potencial representa consequências e envolve diversos fatores, como rodovias e população ao redor dela”, explica Fabio Augusto Gomes Vieira Reis, geólogo e engenheiro, professor da Unesp e presidente da Federação Brasileira de Geólogos. A cidade de Pirapora do Bom Jesus fica bem próxima à barragem, sendo um dos fatores que a tornam de alto risco. “O relatório mostra que ambas devem ser olhadas de perto.” E complementa que é difícil mensurar se a água chegaria a cidades próximas, como Santana de Parnaíba.

As duas barragens são de concreto, sendo que Pirapora tem altura de 35 m e Rasgão, 23 m, consideradas de grande porte. Barragens de água, contudo, são mais seguras do que a de rejeitos, como a de Brumadinho. Junto à Barragem de Pirapora e Rasgão há uma Pequena Central Hidroelétrica (PCH).

No geral, inspeções são indicadas todos os meses. Barragens de água têm, às vezes, inspeções mais prolongadas.

“Cada uma apresenta um tipo de situação, que vai depender do tipo de rio, relevo, entre outros itens”, finaliza o geólogo.

A Emae foi procurada, mas não retornou à reportagem.