Mansão do Derrite: orçada em R$ 3 milhões, construção levanta suspeitas sobre patrimônio de secretário

Com patrimônio declarado de R$ 812 mil, secretário Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite constrói mansão de alto padrão no interior paulista
Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (Pablo Jacob/Secom/GESP)

Com patrimônio declarado de R$ 812 mil, secretário Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite constrói mansão de alto padrão no interior paulista

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PL), está no centro de uma polêmica envolvendo a construção de uma casa de luxo em Porto Feliz, no interior do estado. Orçada em cerca de R$ 3 milhões, a mansão, localizada em um condomínio de alto padrão, levanta questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados na obra.

O valor da residência é quase quatro vezes maior que o patrimônio declarado por Derrite ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao concorrer ao cargo de deputado federal, nas eleições de 2022, de apenas R$ 812 mil.

Além do alto custo, o caso ganhou contornos ainda mais delicados após o portal Metrópoles publicar declarações do construtor responsável pela obra, Genilton Mota. Ele afirmou que os pagamentos pelo serviço foram feitos por um empresário amigo de Derrite, o ex-piloto de automobilismo Guilherme Moron.

Por meio de nota, secretário negou que terceiros tenham financiado a construção e afirma que todos os pagamentos foram feitos diretamente, por meio de transferências bancárias, por ele e a esposa. 

O terreno onde a casa está sendo construída foi comprado por Derrite em junho de 2023, por R$ 475 mil, pagos à vista. A mansão, de 440 m², contará com piscina, esquadrias de alto padrão, deck de madeira cumaru e revestimentos de porcelanato importado. O custo total estimado da obra supera R$ 3 milhões, segundo profissionais do setor.

Atualmente, o salário líquido de Derrite como secretário gira em torno de R$ 25 mil. Na Assembleia Legislativa, a bancada do PT protocolou um pedido de investigação junto ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), cobrando apuração por suposto enriquecimento ilícito, conflito de interesses e ocultação de patrimônio. O caso também motivou cobranças por mais transparência da gestão estadual.

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