Estudo realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revela que o desempenho dos cursos a distância (EaD) no Brasil superou o do cursos realizados em sala de aula. Segundo o estudo do Inep, órgão que mede a qualidade do ensino superior no País, 2,7% dos cursos EaD obtiveram conceito 5 na avaliação, enquanto apenas 1,6% dos presenciais alcançaram o mesmo patamar.
Os dados do Inep, órgão vinculado ao Ministério da Educação, são do indicador ao Conceito Preliminar de Curso (CPC), referentes a 2018, e foram divulgados nesta quinta-feira (12). O CPC classifica os cursos em uma escala de 1 a 5. O conceito 3 reúne a maior parte dos cursos. Aqueles que tiveram um desempenho menor que a maioria recebem conceitos 1 ou 2. Já os que tiveram desempenho superior à maioria, recebem 4 ou 5.
Quem comenta sobre o desemprenho do ensino a distância hoje no País é o reitor Edmo Menini, do Centro Universitário Fieo (Unifieo), de Osasco. “No passado muitas aulas do ensino a distância se baseavam no modelo de ensino presencial, e isso estava errado. Hoje o Ead evoluiu muito para que que aluno aprenda mais, e de lá para cá a tecnologia também mudou. Antes, um aluno do Mato Grosso queria baixar uma aula de uma escola aqui de São Paulo mas não conseguia por conta da conectividade. A aula tinha 1 gigabyte e ele navegava em uma velocidade de 54k. Este foi um dos primeiros problemas do Ead, mas que hoje está resolvido porque o eixo de oferta dos cursos a distância tem ótima conectividade, e isso contribui para a melhora o desempenho do aluno interessado”, afirma o reitor.
Em 2018, apenas 1,7% dos cursos avaliados (entre presenciais e EaD) ficaram com conceito máximo. Outros 31,7% obtiveram conceito 4. A maioria dos cursos, 56,6%, obteve conceito 3; 9,5% obtiveram conceito 2 e 0,4%, conceito 1, o menor na escala de qualidade.
No total, 8.520 cursos tiveram o Conceito Preliminar de Curso (CPC) em 2018. O CPC é calculado a partir da nota dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade); do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado (IDD) – que mede o quanto o curso de graduação agregou ao desenvolvimento do estudante -; do perfil dos professores, que leva em consideração o regime de trabalho e a titulação; e do questionário aplicado aos estudantes sobre as percepções do processo formativo.
Ainda considerando as modalidades de ensino, mais cursos a distância (94,5%) obtiveram conceito superior a 3: 94,5%. Entre os cursos presenciais, 86,7% obtiveram conceitos entre 3 e 5. Na relação de cursos com pior desempenho, o CPC 2018 apurou uma maior participação da modalidade presencial. Enquanto 0,4% de cursos presenciais conseguiram conceito 1, o percentual do EaD foi de 0%. Já os cursos com nota 2 representam 5,5% na modalidade EaD e 9,5% entre os presenciais.
A cada ano um grupo diferente de cursos é avaliado. Em 2018, foram analisadas as seguintes áreas com cursos de bacharelado: administração, administração pública, ciências contábeis, ciências econômicas, design, direito, jornalismo, psicologia, publicidade e propaganda, relações internacionais, secretariado executivo, serviço social, teologia e turismo.
Também foram analisados cursos superiores na área de comércio exterior, design de interiores, design de moda, design gráfico, gastronomia, gestão comercial, gestão da qualidade, gestão de recursos humanos, gestão financeira, gestão pública, logística, tecnologia em marketing e processos gerenciais. Os conceitos de cada curso podem ser acessados no site do Inep.







