Covid-19: Instituto Butantã começa a testar vacina chinesa em 20 de julho

Governo espera que a eficácia da vacina seja atestada ou descartada em até dezembro deste ano.
Vacina tem previsão de chegar à população pelo SUS em junho de 2021. (Foto: Agência Brasil)

O Governo do Estado de São Paulo anunciou, através de uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (6), que os testes da vacina contra a Covid-19, terão seu início em 20 de julho no Instituto Butantã. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes no sábado (4).

O medicamento está sendo desenvolvido pela empresa chinesa Sinovac Biotech, em pareceria com Instituto Butantã, que coordena a pesquisa clinica.

As inscrições de voluntários para participar dos testes da “Coronavac”,será permitida a partir da próxima segunda-feira (13).

Para participar do projeto é exigido que o candidato seja da área da saúde (como médicos e enfermeiros), não ter tido infecção prévia do coronavírus, não participar de outros estudos, não estar grávida ou não planejar engravidar nos próximos três primeiros meses dos estudos, não possuir doenças que afetem o sistema imune ou alterações que possam atrapalhar o estudo, sejam elas mentais ou distúrbio de coagulação.

No total, a vacina será testada em 9 mil voluntários. O custo total dos testes é de R$ 83,8 milhões, bancado integralmente pelo Governo Estadual.

A expectativa do Instituto Butantã é que a eficácia da vacina seja atestada ou descartada em até dezembro deste ano.

Para a população, o Governo Estadual estima que o medicamento esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) até junho de 2021.

O medicamento será testado em São Paulo e em outros cinco estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal. Foram escolhidos 12 centros de pesquisas.

Na Capital, os testes serão conduzidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital Israelita Albert Einstein.

Em outras regiões do Estado, estão envolvidas nesse projeto a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Hospital das Clínicas da Unicamp em Campinas, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e o Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

Nos outros estados, os testes serão realizados na Universidade de Brasília (UnB); Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro; Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais; Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul e Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.