O excesso de veículos em São Paulo provoca 20 quilômetros de congestionamento na rodovia Raposo Tavares no início da noite desta quarta-feira (14). A informação foi apurada pela reportagem do Giro S/A com o Centro de Operações da Artesp.
Entre as 15 cidades da Região Oeste da Grande SP que integram um consórcio de municípios, a rodovia passa pelas cidades de São Paulo, Osasco, Cotia, São Roque e Vargem Grande Paulista.
Conforme a Artesp, no sentido interior da Raposo Tavares, o congestionamento ocorre entre os kms 19 e 34, entre a capital e Cotia. Enquanto, no sentido capital, a lentidão acontece entre os kms 27 e 23, entre a Granja Viana e o centro de Cotia.
Entre os alertas emitidos pelos usuários do Waze estão a presença de obras na pista, acidentes de trânsito, carros parados nas vias, presença de policiais e vias interditadas.
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(Reprodução/Waze)
Além da Raposo Tavares, como está o trânsito na Castello Branco e Rodoanel


Rodoanel e Castello Branco tem pontos de trânsito (Divulgação/Artesp e Ecovias Raposo Castello)
Além da Raposo Tavares, outro ponto que registra trânsito é a Rodovia Castello Branco. De acordo com o Centro de Operações da Agência de Transportes do Estado de São Paulo, os pontos mais intensos de lentidão ocorrem entre os kms 31 e 31, entre Barueri e Itapevi. Já no sentido capital, o trânsito segue fluindo, sem congestionamento.
No trecho oeste do Rodoanel Mário Covas, há pontos de congestionamento entre os kms 19 e 24 por conta da presença de um grande volume, no sentido Arujá. No sentido capital, o congestionamento ocorre na praça do pedágio no km 1.
Sobre a Rodovia Raposo Tavares

Raposo Tavares é uma das principais rodovias do estado de São Paulo (Divulgação/Artesp)
A rota foi criada para conectar a cidade de São Paulo com as áreas Sul e Centro-Oeste do estado e possui 654 quilômetros de extensão. Entre as 12 cidades da Região Oeste da Grande SP que integram um consórcio de municípios, a rodovia permeia Osasco, Cotia, São Roque e Vargem Grande Paulista.
Já o trecho do interior atravessa importantes polos regionais, como Sorocaba, Itapetininga, Assis, Ourinhos e Presidente Prudente, apresentando perfil de tráfego rodoviário de longa distância, com contínuos investimentos em duplicação, intervenções de engenharia e construção de vias marginais.
A via leva o nome do bandeirante Antônio Raposo Tavares (1598-1659), sertanista que ficou conhecido por expandir as fronteiras brasileiras frente aos domínios espanhóis e que viveu em Osasco.
Decretada pelo então presidente do Estado de São Paulo – antiga titulação para o cargo de governador – Washington Luís (1869-1957), em 26 de agosto de 1922, a autoestrada “nasceu” com o intuito de fomentar o desenvolvimento econômico das cidades do oeste paulista, saindo da zona oeste da capital paulista, chegando a Presidente Venceslau (SP), na divisa com o estado do Mato Grosso do Sul.
Por ser o principal eixo de integração entre a Região Metropolitana de São Paulo e o Oeste paulista, a rodovia desempenha um papel fundamental no escoamento produtivo, no transporte intermunicipal e na mobilidade diária de milhares de trabalhadores.
A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) não possui um sistema de rodízio de veículos como o adotado na cidade de São Paulo. O rodízio em SP é aplicado apenas dentro dos limites urbanos da capital, focando principalmente em áreas específicas para reduzir o congestionamento e melhorar a qualidade do ar.
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