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COP26: São Paulo assume protagonismo na busca de soluções regionais para o meio ambiente

Conferência que acontece até sexta (12) em Glasgow, na Escócia, recebe representantes do Brasil na busca de soluções nocivas do homem contra a natureza 
Projeto paulista pretende formatar um curso EAD sobre meio ambiente (Manfred Richter/Pixabay)

A COP26 pode parecer só mais um evento sobre o clima, dentre as 25 versões deste e de outros que já ocorreram no mundo antes da pandemia, mas não é. Se antes, os gestores mundiais discursavam sem grandes pretensões, hoje em dia até eles estão preocupados com a continuidade da vida no planeta Terra, principalmente porque estão sendo cobrados pela população. E não é à toa que o número de desastres naturais vem aumentando em todo o mundo. O desmatamento, as queimadas ilegais, o olhar predatório do homem sobre a Terra chegou ao limite.

Este ano, representantes de mais de cem países, entre os quais o Brasil, assinaram acordo para proteção de suas florestas no chamado “Forest Deal”, para zerar o desmatamento no mundo até 2030. Mas a pergunta que fica é: será que, na velocidade da depredação das florestas brasileiras, principalmente da Amazônia, ainda restará uma árvore em pé até lá? 

Sem a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que parece não se preocupar com a proteção das florestas, o Brasil foi representado pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, que na terça-feira (9) declarou que vai “defender os interesses do Brasil em primeiro lugar” e que os países ricos “têm que contribuir efetivamente com recursos”.

O protagonismo de São Paulo
Enquanto os representantes do governo federal se colocam em uma posição mais defensiva em relação a outros países, São Paulo assume o protagonismo com relação às ações efetivas na COP26. O subsecretário de meio ambiente de São Paulo, Eduardo Trani, participou no domingo (7), da assembleia geral da Under2, que reúne governos regionais do mundo na Conferência na busca de soluções para as mudanças climáticas e para o aquecimento global. Ele afirmou na ocasião que é preciso reduzir as emissões de gases do efeito estufa e destacou que “se não nos unirmos agora, vamos caminhar para uma crise ambiental irreversível”.

Trani apresentou aos participantes o “Projeto Municípios Paulistas Resilientes”, que conta com a participação de 13 municípios do estado (Americana, Apiaí, Embu das Artes, Francisco Morato, Gabriel Monteiro, Guaratinguetá, Guarulhos, Jales, Iguape, Rosana, Registro, São José do Rio Preto, Ubatuba) que, de forma pioneira trabalham no desenvolvimento de “Planos Municipais de Adaptação e Resiliência Climática”. A pretensão é que esse projeto sirva de base para a estruturação de um curso EAD, que será replicado para os 645 municípios de São Paulo, tornando o estado mais preparado para superar as adversidades climáticas.