Os vereadores de Barueri aprovaram durante a 1ª sessão ordinária de 2021, o Projeto de Lei nº 01/201 de autoria do vereador Wilson Zuffa (Republicanos), que proíbe a comercialização e o uso de fogos de artifício com ruídos. A medida visa proteger moradores (crianças, jovens e adultos) que sofrem de autismo, idosos e os animais de estimação que sofrem com o alto ruído. “A medida não acaba com o show pirotécnico, mas sim, com ruídos. Além disso, já presenciei algumas crianças autistas sofrendo de crises com o alto ruído dos fogos, é algo desesperador para os pais. Imaginem um rojão estourando dentro da casa de vocês? Aí você não vai aguentar escutar. Essa é a sensibilidade dos autistas”, defendeu o parlamentar.
Essa foi a terceira tentativa do vereador para aprovar a medida. Em junho de 2020 e março de 2019, Zuffa apresentou o mesmo projeto, que acabou sendo rejeitado pelos demais vereadores. “Fico muito feliz com a aprovação, mas essa não é uma vitória do vereador, pois, essa medida já é adotada em diversas cidades. Mas, depois de três tentativas foi uma grande vitória para essas pessoas que vão ter uma vida melhor”, apontou.
Porém, apesar da aprovação, o projeto de Zuffa não ganhou a adesão de todos, já que alguns vereadores questionaram os impactos no comércio e na fiscalização. “Existem algumas cidades, mas no projeto não tem quem vai fiscalizar essa questão. Ele [o prefeito] não vai conseguir no final do ano e em datas fiscalizar e vão dizer que nosso prefeito é omisso. Então, temos que tomar cuidado para não colocar nosso governo em cilada. Acho que é secar gelo”, disse o vereador Kascata (PSL).
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Mais radical, o vereador Rafa Gente da Gente (DEM) chegou a criticar a discussão do projeto na Câmara. “É desnecessário na primeira sessão estarmos discutindo um projeto como esse. Poderíamos estar falando sobre outras coisas que vão beneficiar a população no momento de pandemia. Tenho certeza que o prefeito tem outras preocupações. Não gosto de votar contra vereador, cada um tem sua experiência de vida, e eu, particularmente neste momento, sou contra essa medida”, pontuou.
Aprovado, o projeto seguiu para o prefeito Rubens Furlan (PSDB) que pode sancionar ou vetar a medida. Na região, projetos semelhantes foram aprovados nas Câmaras de Osasco, Itapevi e Cotia.







