Incinerado por engano. Essa foi a informação passada pela Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia, em Goiás, para explicar o sumiço do corpo do recém-nascido R.C.A.F. O desaparecimento do corpo do bebê que viveu cerca de 12 horas só foi notado quando a funerária foi buscá-lo na Maternidade Marlene Teixeira.
“Chegou-se ao indicativo de que a empresa responsável pelo recolhimento dos resíduos biológicos cometeu um equívoco e levou o corpo do recém-nascido para incineração, o que é procedimento de praxe no caso dos resíduos biológicos”, esclarece a nota divulgada pela pasta (veja a nota abaixo na íntegra).
Já a empresa responsável pela coleta do lixo informou que “não viola o resíduo hospitalar recolhido de seus clientes, que é armazenado em depósito específico de responsabilidade de cada hospital”. A nota diz ainda “que nada de anormal foi identificado em suas operações no dia do ocorrido” (veja a nota abaixo na íntegra).
A secretaria também disse que serão aplicadas “junto aos responsáveis todas as sanções cabíveis”. A nota finaliza dizendo que “a Secretaria lamenta profundamente o ocorrido, se solidariza com os familiares e informa que prestará toda assistência e reparos que estiverem ao alcance da gestão municipal”.
Mãe do bebê, a dona de casa Juliana Fernandes, de 29 anos, está desolada com tudo o que aconteceu. Ela disse que não consegue acreditar no que tem vivido nos últimos dias. “Já estou sofrendo muito porque perdi meu bebê no hospital, e agora não tem nem corpo, não posso enterrar meu filho”, contou, emocionada.
Segundo a família, o neném nasceu no sétimo mês de gestação, na tarde de quinta-feira (24), e viveu por cerca de 12 horas. Consta na certidão de óbito que ele morreu por problemas respiratórios.
Veja nota na íntegra da Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia esclarece que nesta sexta-feira, 25, um recém-nascido, em estado de prematuridade extrema, veio à óbito na Maternidade Marlene Teixeira. Como a causa da morte já havia sido verificada, a equipe da Maternidade procedeu conforme protocolo e acondicionou o corpo, devidamente identificado, em local adequado até a vinda da empresa funerária.
Porém, quando a empresa chegou ao local para recolher o corpo, este não foi localizado. A SMS informa que imediatamente acionou as autoridades policiais e que contribuiu com as investigações.
Por meio do que foi apurado, administrativamente e também pelas autoridades policiais, chegou-se ao indicativo de que a empresa responsável pelo recolhimento dos resíduos biológicos cometeu um equívoco e levou o corpo do recém-nascido para incineração, o que é procedimento de praxe no caso dos resíduos biológicos.
A Secretaria de Saúde de Aparecida destaca que irá aplicar junto aos responsáveis pelo erro todas as sanções cabíveis.
A Secretaria lamenta profundamente o ocorrido, se solidariza com os familiares e informa que prestará toda assistência e reparos que estiverem ao alcance da gestão municipal.Veja nota na íntegra da empresa
“A Resíduo Zero Ambiental externa sua consternação e solidariedade à família enlutada.
A empresa esclarece que não viola o resíduo hospitalar recolhido de seus clientes, que é armazenado em depósito específico de responsabilidade de cada hospital. A separação e acondicionamento do resíduo hospitalar é feito pela unidade de saúde.
A empresa apenas recolhe e imediatamente encaminha para o processo de tratamento térmico, conforme regulamentações e normas vigentes. A empresa não é responsável pelo resíduo que é colocado para ser coletado e tratado.
A Resíduo Zero Ambiental reforça que prima por procedimentos técnicos operacionais do mais alto padrão de qualidade e que nada de anormal foi identificado em suas operações no dia do ocorrido.
Por fim, manifesta sentimento de profunda tristeza e se coloca à disposição para informações e esclarecimentos acerca dos seus serviços”.







