Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Barueri celebra inauguração da Área de Soltura e Monitoramento de Fauna (ASMF)
Por meio de uma iniciativa liderada pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Barueri, vinculado à Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema), na primeira quinzena de outubro, precisamente no dia 6, São Roque, no interior de São Paulo, viu-se envolta em um espetáculo de cores e vida nos céus.
Naquela data, a cidade testemunhou um espetáculo de cores e vida nos céus, à medida que 66 aves, incluindo Coleirinhos e Corujinhas-do-Mato, foram devolvidas à natureza. A emocionante soltura faz parte de um esforço contínuo para reabilitar animais vítimas de tráfico, resgates ou entregas voluntárias.
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Essa cerimônia especial também marcou a inauguração de uma nova Área de Soltura e Monitoramento de Fauna (ASMF) em São Roque, homologada pela Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo). A propriedade, dedicada à proteção de diversas espécies, incluindo aves, mamíferos e peixes, apresenta uma extensa área de mata preservada.



(Divulgação / Secom PMB)
Barueri na luta pela preservação da biodiversidade
Erika Sayuri Kaihara, bióloga e gestora do Cetas, expressou sua satisfação por fazer parte dessa iniciativa e destacou a importância das ASMFs no estado de São Paulo: “O Estado dispõe de poucas áreas de soltura. Além dos animais de resgate que retornam ao local de origem, os animais de tráfico, ou seja, cuja procedência é desconhecida, só são soltos mediante autorização do Estado, e essa autorização é concedida para áreas de soltura homologadas. Precisamos de mais lugares para não sobrecarregar uma única área.”



(Divulgação / Secom PMB)
A inauguração da nova área foi um presente generoso, conforme explicou o biólogo responsável técnico da propriedade, Antonio Miranda Fernandes: “Hoje estamos inaugurando a área de soltura, e como sou parceiro do Cetas com minha área de soltura em outros lugares, decidi presentear o Cetas de Barueri com essa área, que foi homologada há menos de um mês.”
Antonio também destacou a importância do trabalho realizado na recomposição da fauna: “A preocupação é com a recomposição da fauna. Como a fauna é muito ameaçada, tentamos, em parceria com o Cetas, recompor essa fauna que foi de alguma forma depredada – seja por caça, seja por colecionadores. Lugar de animal silvestre não é em gaiola, mas sim na natureza.”



(Divulgação / Secom PMB)
Além de celebrar a soltura das aves, a equipe do Cetas teve a oportunidade de explorar a exuberante propriedade, que abriga uma rica biodiversidade de flora e fauna. Uma trilha de madeira circunda o terreno, permitindo um passeio pela mata com a chance de observar emas, pavões, lhamas e outros animais inusitados. O destaque vai para um grande viveiro de aves, onde araras azuis, pica-paus e uma variedade de outros pássaros deslumbram os visitantes.
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