Autoridades fazem desvios na região onde viaduto cedeu

Interdição vai afetar motoristas que circulam nas zonas sul e oeste da capital e precisam acessar a Castello Branco pela Marginal Pinheiros

Por Lucia Camargo

Quem mora na região Oeste e frequenta as zonas oeste e sul de São Paulo precisa ficar atento aos desvios feitos após o incidente em que o viaduto na Marginal Pinheiros, sentido Castello Branco, cedeu. A área fica próxima ao Parque Villa Lobos e ponte do Jaguaré. Não há previsão para a liberação do trecho.

O viaduto é uma continuação elevada da pista expressa da Marginal Pinheiros. Essa via passa sobre a linha de trem Villa Lobos-Jaguaré, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que não teve sua operação afetada.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) solicita que motoristas evitem a região. O órgão montou um desvio desde a ponte da Cidade Universitária, no qual os motoristas acessam a pista local. A CET quer fazer uma operação para retirar os veículos da pista local da Marginal e levá-los para a Avenida Gastão Vidigal.

À Globonews, o secretário de Mobilidade e Transportes de São Paulo, João Octaviano Machado Neto, disse que é uma intervenção importante. “Vamos trabalhar para que a interdição seja a menor possível desde que seja a mais rápida possível. Fazer as medidas de contenção e iniciar imediatamente o processo de recuperação.”

O desnivelamento da pista, de cerca de 2 metros, ocorreu na madrugada, e quatro carros se envolveram em acidentes ao “decolarem”, porém sem feridos graves entre os ocupantes.

A Defesa Civil informou que as placas do viaduto tiveram uma grande dilatação. O engenheiro Marcos Penido, secretário das Prefeituras Regionais de São Paulo, esteve no local com o prefeito Bruno Covas (PSDB) e assegurou que foi uma questão pontual, sem comprometer demais trechos do viaduto. Penido afirmou que técnicos vão escorar o trecho da viga para depois refazer a estrutura.

A Prefeitura de São Paulo informou, por meio de nota, que a secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras fará o escoramento do viaduto para que sejam realizados testes para apurar as causas do acidente e dar início às obras de recuperação. Serão usados macacos hidráulicos. Ainda não é possível prever um prazo para conclusão dos trabalhos.

O escoramento deverá aliviar a carga no pilar onde ocorreu o rompimento da estrutura e assim garantir segurança aos profissionais que vão trabalhar no local. A secretaria informa, ainda, que nas vistorias não foram constatados riscos estruturais.