Após atrasar a entrega de vacinas na quantidade acordada para São Paulo e de ter causado o chamado “apagão” do imunizante Astrazeneca aqui e em vários outros estados da federação, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um pronunciamento bem polêmico na quinta-feira da semana passada, dia 16 de setembro.
Na ocasião, Queiroga não só colocou em dúvida a segurança da vacinação para jovens sem comorbidades de 12 a 17 anos, como também acusou alguns governadores brasileiros de estarem aplicando outras vacinas nos adolescentes que não a da Pfizer, única recomendada pela Anvisa. A morte de uma jovem vacinada da região metropolitana, que comprovadamente não foi causada por nenhuma vacina, deu força a esta polêmica.
Felizmente, o ruído gerado por Queiroga não impediu que as 645 cidades de São Paulo continuassem com a vacinação de jovens e adolescentes, fazendo com que o estado alcançasse um dos melhores resultados desde o começo da pandemia na terça (21). Até ontem, o estado registrava 4.968 internados, somando 2.548 em enfermarias e 2.420 em leitos de terapia intensiva. As taxas de ocupação dos leitos de UTI, que chegaram a ultrapassar 92% no momento de maior demanda, na terça era de 31,7% no estado e de 37,9% na Grande São Paulo.
Essas contínuas quedas dos índices são reflexo do avanço da campanha de vacinação contra covid-19 e das estratégias de prevenção e enfrentamento da doença. O balanço acumulado da pandemia totalizou 4.352.832 casos, sendo que 4.133.677 pessoas tiveram a doença e já estão recuperadas, incluindo 447.578 que foram internadas e receberam alta hospitalar. Também foram computadas um total de 148.295 mortes no estado desde o início da pandemia do novo coronavírus.






