Cotia, Santana de Parnaíba, Itapevi e Osasco possuem juntas média de 24,2% de tratamento de esgoto, conforme aponta a Associação Brasileira de Empresas de Saneamento Ambiental no ranking da Universalização do Saneamento Básico. Todas obtiveram classificação na categoria Empenho para a Universalização. Parnaíba, por exemplo, tem somente 7,61% de tratamento de esgoto (confira na tabela). “A sociedade precisa entender que saneamento é saúde”, afirma o presidente da Abes, Roberval Tavares de Souza.
O ranking avalia o percentual de pessoas atendidas por abastecimento de água, coleta de esgoto e de resíduos sólidos, além de aferir o quanto de esgoto recebe tratamento e se os resíduos recebem destinação adequada.
A falta de saneamento adequado e de higiene, segundo a Unicef, é responsável por aproximadamente 88% das mortes por diarreia, segunda maior causa de mortes em crianças menores de 5 anos. A Organização Mundial da Saúde traz diagnóstico similar: 94% dos casos de diarreia no mundo são devido à falta de acesso à água de qualidade e saneamento precário.
“Para mudar é preciso encontrar caminhos que ampliem os investimentos, que leve condições básicas de saúde à população a um preço justo. Essa mudança impactará diretamente na economia do país. Mas, com estrutura institucional e jurídica atual não conseguiremos mudar essa realidade”, avalia Lucas Dezordi, da Valuup Consultoria.
Barueri e Carapicuíba não forneceram as informações para cálculo dos indicadores. A Sabesp não respondeu.






