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Alimentos puxam inflação de março (45%). Veja o que pesou na mesa do brasileiro

O tomate - que elevou 22,5% -, o café moído e o ovo foram os grandes vilões entre os alimentos. No geral, a inflação fechou em 0,56%
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Porém, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perdeu fôlego em comparação a fevereiro, quando chegou a 1,31%(Divulgação/Pexels)

O tomate – que elevou 22,5% -, o café moído e o ovo foram os grandes vilões entre os alimentos. No geral, a inflação fechou em 0,56%

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em março, a inflação oficial fechou em 0,56%, pressionada, principalmente, pelo preço dos alimentos, que tiveram a maior alta desde dezembro do ano passado. Porém, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perdeu fôlego em comparação a fevereiro, quando chegou a 1,31%. As informações são da Agência Brasil.

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, uma janela de 1,5% a 4,5%.

Março de 2025 teve o maior resultado para o mês desde 2023 (0,71%). No mesmo mês de 2024, o IPCA marcou 0,16%.

Nenhum grupo de produtos e serviços pesquisado pelo IBGE escapou do aumento no mês passado. Confira a elevação de cada um dos nove grupos analisados:

  • Alimentação e bebidas: 1,17%
  • Habitação: 0,24%
  • Artigos de residência: 0,13%
  • Vestuário: 0,59%
  • Transportes: 0,46%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,43%
  • Despesas pessoais: 0,70%
  • Educação: 0,10%
  • Comunicação: 0,24%

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O aumento no custo do milho (base da ração das aves) encareceu p preço do ovo (Divulgação/Pexels)

Alimentos: ovo, tomate e café

O grupo alimentos e bebidas representou quase metade (45%) de toda a inflação de março. Em fevereiro, a inflação dos alimentos foi de 0,70%.

O resultado de março é o maior desde dezembro, quando a comida subiu 1,18%. O dado marca também uma inflexão depois de três meses seguidos de perda de força da inflação de alimentos. Em 12 meses, os alimentos estão 7,68% mais altos.

A alimentação dentro do domicílio subiu 1,31% este mês, enquanto a fora de casa cresceu 0,77%.

Um dos grandes vilões da alimentação no bolso do brasileiro foi o tomate, que elevou 22,55%, impacto de 0,05 ponto percentual (p.p.). O café moído não fica atrás, subindo 8,14%, um impacto de 0,05 p.p. Já o ovo de galinha subiu 13,13% (impacto de 0,04 p.p.). Juntos, estes itens responderam por um quarto da inflação do mês.

“Houve uma aceleração na maturação, levando a antecipação da colheita em algumas praças. Sem essas áreas de colheita em março, houve uma redução na oferta, trazendo pressão de alta sobre os preços”, explica Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, sobre a alta do tomate.

No caso dos ovos, Gonçalves apontou dois motivos: aumento do custo do milho – base da ração das aves – e o período de quaresma, quando a procura por ovo é maior.

Já o café moído acumula alta de 77,78% nos últimos 12 meses. O gerente cita fatores internos e externos que fizeram encarecer o alimento. Houve aumento do preço no mercado internacional, por causa da redução de oferta do grão em escala mundial, com a quebra de safra no Vietnã, devido a adversidades climáticas, que também prejudicaram a produção interna.

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A elevação no grupo dos transportes foi de 0,46% (Francisco Cepeda/Jornal GIRO)

Transportes e serviços

A alta no grupo dos transportes foi de 0,46%, sendo o segundo maior impacto (0,09 p.p.) em março. Porém, ficou abaixo de fevereiro (0,61%). Este resultado se deu por conta do aumento da passagem aérea (6,91%), terceiro maior impacto individual no IPCA do mês passado.

O IBGE mostra o IPCA separado em dois grupos. O de serviços, tido como resultado da relação entre oferta e procura, subiu 0,62%. Em fevereiro era 0,82%. O grupo de preços monitorados, controlado por governo e contratos, passou de 3,16% para 0,18%.

O acumulado de 12 meses da inflação de serviços passou de 5,32% em fevereiro para 5,88% em março. Segundo Gonçalves, o cenário econômico do Brasil com desemprego em baixos níveis, é a explicação. “A massa salarial estando maior acaba trazendo impulso para o consumo”, acrescenta ele.

O comportamento da inflação de serviços é um dos fatores avaliados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para decidir o nível da taxa básica de juros, a Selic. Hoje, ela está em 14,25% ao mês.

Com informações da Agência Brasil.

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