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2º caso na região: Cajamar confirma primeiro caso de varíola dos macacos

Na região oeste da Grande SP, Itapevi foi a primeira cidade a registrar um caso do vírus nesta semana. Estado de SP tem 46 casos confirmados até o momento
ssa doença é causada pelo vírus pertencente à família dos ortopoxvírus (Divulgação/Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou, na noite desta sexta-feira (1º/7), que um morador de Cajamar foi contaminado pelo monkeypox, conhecido como varíola dos macacos. Esse é o segundo caso registrado nesta semana na região Oeste da Grande São Paulo. Na quarta-feira (29), o primeiro caso foi confirmado na cidade de Itapevi.

De acordo com a SES, o paciente está bem, sendo acompanhado pela Vigilância Sanitária do Munícipio. O estado tem 46 casos confirmados da monkeypox, sendo 39 em São Paulo, dois em Indaiatuba, um em Cajamar, um em Itapevi, um em Santo André, um em São Bernardo do Campo e outro em Vinhedo. Outros 17 casos são importados, com histórico de viagem para a Europa. Outros 29 são autóctones, cujos vínculos não foram identificados até o momento e seguem em investigação.

Todos os casos estão com boa evolução do quadro e são acompanhados pelas vigilâncias epidemiológicas dos municípios em que estão instalados.

“A prevenção está relacionada a evitar o contato com animais doentes, tanto vivos quanto mortos que possam estar abrigando o vírus da varíola dos macacos. Isso não inclui somente os macacos, ou seja, roedores e marsupiais e espécies de primatas. É de extrema importância não comer e manusear carnes oriundas da caça silvestre. Higienizar as mãos, evitar contato com pessoas infectadas e não utilizar objetos desses indivíduos. A vacina MVA-BN e o medicamento tecovirimat foram aprovados para varíola em 2019 e 2022, contudo não estão disponíveis para toda população, por isso, a prevenção é a melhor forma de evitar a contaminação”, ressalta Willian Barbosa Sales, biólogo, doutor em Saúde e Meio Ambiente do Centro Universitário Internacional Uninter.

O especialista também explica que os macacos não são culpados da transmissão da doença. “É muito importante, neste momento, a conscientização da população de que os macacos não são nossos inimigos, pelo contrário, eles são mais uma vítima do nosso antropocentrismo e da quebra da homeostase da Saúde Única. Os macacos são nossos animais sentinela, ou seja, estão nos avisando que estão ficando doentes e morrendo, e que o Spillover está acontecendo em virtude do avançar dos grandes centros urbanos para matas silvestres de forma desordenada. Ao encontrar um animal morto ou ferido não manipule, entre em contato com a vigilância sanitária do seu município, especificamente o setor de vigilância ambiental para informações e notificação”, destaca Sales.

A Prefeitura de Cajamar ainda não se manifestou até o fechamento da reportagem.

Prevenção contra a Monkeypox
Evitar contato próximo/íntimo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado.

Evitar o contato com qualquer material, como roupas de cama, que tenha sido utilizado pela pessoa doente.

Importante higienizar as mãos, lavando-as com água e sabão e/ou uso de álcool gel.