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Yamaha aconselha pessoas a não viajarem em estojos de instrumentos

Comunicado da empresa ocorre após fuga do brasileiro Carlos Ghosn do Japão

A fuga do brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan e Renault, do Japão para o Líbano no final do ano, ainda vai render muitos desdobramentos. O ex-executivo, ídolo no Japão, estava em prisão domiciliar aguardando julgamento por acusações de má conduta financeira. 

O que se sabe é que Ghosn teria se escondido dentro de um grande estojo para transportar equipamentos de um concerto de Natal realizado em sua casa. Dentro da caixa ele teria voado em um jato particular em 29 de dezembro, com escala na Turquia e depois seguido para o Líbano, onde também possui cidadania (além de ter passaportes brasileiro e francês). 

Imprensa internacional divulgou que Ghosn teria fugido em caixas como essas de instrumentos musicais após apresentação de músicos em sua casa no Japão

Os detalhes da fuga de Ghosn permanecem imprecisos, mas vários meios de comunicação informaram que um dos homens mais poderosos da indústria automotiva de 65 anos, vigiado 24 horas por agentes de segurança, se escondeu dentro de um estojo grande e passou despercebido pelos escâneres do aeroporto antes de ser carregado no avião.

Mais curioso, então, foi o tuíte feito no sábado, 11/1, pela Yamaha Music Japan Co., que produz instrumentos musicais, aconselhando as pessoas sobre o perigo de colocar alguém dentro de uma caixa como essa. A divulgação viralizou. O tuíte pede que as pessoas não experimentem por si mesmas fazer o mesmo, pois poderia ocorrer um infeliz acidente.

De acordo com o jornal The Japan Times, a postagem foi retuitada mais de 50.000 vezes e recebeu diversas respostas como “não tenho planos de fugir para o exterior em particular jato, então está tudo bem”.

A empresa postou outro tuíte no domingo (12/1) agradecendo às pessoas pela ampla repercussão, pois a empresa “simplesmente tuitou algo que era bastante óbvio” e mais uma vez pediu o uso correto de estojos de instrumentos.

Em uma entrevista coletiva com organizações de mídia japonesas em Beirute, na sexta-feira passada (10/1), Ghosn se recusou a comentar sobre como ele escapou, dizendo apenas: “Eu nunca disse que minha saída do Japão foi legal”, apenas que foi planejada por ele mesmo sem seus advogados ou familiares saberem.