Vacina livra Brasil da pólio

Foto: Marcelo Camargo/AGBr

Após superar a meta de 95%de vacinação de crianças de 1 a 5 anos, o Brasil volta a reforçar a necessidade da imunização contra a poliomielite. No Dia Mundial de Combate à Poliomielite, celebrado nessa quarta (24), cresce a importância de tomar em dia as doses da vacina, como único meio de impedir que o vírus encontre uma fonte de infecção.

Apesar de ser a única forma de prevenção, há a falsa sensação de parte da população que não é mais necessário se imunizar. Em julho deste ano, 312 municípios brasileiros estavam com cobertura vacinal abaixo de 50% para a pólio. O dado levou o governo federal a intensificar a campanha para imunizar quem tinha de um a menos cinco anos. A meta estabelecida foi cumprida no fim de setembro.

Parte da campanha de vacinação teve como foco o combate a boatos e informações falsas. Por isso, o Ministério da Saúde reforça que as vacinas são seguras e passam por um rígido processo de validação. As reações são raras e limitadas, como febre. Ou seja, o benefício de proteger a criança é maior do que o risco de que ela sofra efeitos colaterais.

A poliomielite é transmitida por contato direto pessoa a pessoa em crianças e em adultos, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar).

Desde 1990, o Brasil não registra casos da doença.