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TSE promove abertura do Ciclo de Transparência Democrática para a eleição de 2022

Para dar mais tempo aos interessados em inspecionar o sistema eletrônico de votação, abertura dos códigos-fonte acontece, pela primeira vez, um ano antes do pleito
Ação foi antecipada pelo TSE para demonstrar a segurança da votação por meio da urna eletrônica (Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Na próxima segunda-feira (4), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promove a abertura do “Ciclo de Transparência Democrática – Eleições 2022”, reafirmando o compromisso com o fortalecimento da democracia brasileira e com os eleitores e as eleitoras do Brasil.

O evento, que será realizado no TSE, em Brasília, a partir das 14h, marca a abertura dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais para conferência pela sociedade civil. O código-fonte nada mais é que um conjunto de linhas de programação de um software, com as instruções para que ele funcione. A abertura do código-fonte da urna eletrônica é um procedimento realizado pela Justiça Eleitoral que acontece regularmente em anos eleitorais.

Em 2021, essa ação acontece de forma antecipada, exatamente um ano antes das Eleições de 2022, marcadas para 2 de outubro, tal como determinado em resolução do TSE, aprovada por unanimidade pela Corte Eleitoral na última terça-feira (28). Anteriormente, o evento era realizado seis meses antes dos pleitos.

Foram convidados para o evento todos os presidentes de partidos com representação no Congresso Nacional e os 12 integrantes da Comissão de Transparência das Eleições, criada pelo Tribunal.

Estarão presentes também autoridades eleitorais de entidades como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Idea Internacional e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), que atuam como observadores em diversos pleitos na América. Ministros titulares e substitutos do TSE também foram convidados a participar do evento.

Segundo lembrou o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, nas ocasiões anteriores os partidos não compareciam nem indicavam seus técnicos. “Assim foi nas Eleições de 2016, nas Eleições de 2018, nas Eleições de 2020: nenhum partido compareceu para fiscalizar. Alguém poderia imaginar que é desídia dos partidos, mas não. Era a confiança que tinham no sistema e, por isso, nem se sentiam obrigados a vir aqui ver como estava sendo feito”, afirmou.