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São Paulo investe em armas incapacitantes e novos aplicativos de segurança

No total, 20 milhões foram usados na compra dos armamentos não letais; já sobre os novos aplicativos da PM e Bombeiros, objetivo é agilizar e facilitar o atendimento pelos agentes
Arma tem capacidade de atingir até sete metros de distância (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Na coletiva de imprensa dessa quarta-feira (5), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou o investimento de 20 milhões de reais em 3.100 novas armas de choque não letal e também falou dos aplicativos 190 e 193, já disponíveis à população dos 645 municípios do estado.

O secretário executivo da Polícia Militar, coronel Álvaro Camilo, mostrou as novas armas e os apps, através de representantes da PM e Bombeiros e disse que as armas incapacitantes são muito úteis na abordagem, protegendo a vida dos policiais, das vítimas e até mesmo do agressor. “Essa arma tem a capacidade de atingir até sete metros, entretanto o policial trabalha com uma distância de 4 metros com o disparo de 50 mil volts. Ele também pode trabalhar em proximidade, na qual dispara cinco mil volts. O agressor perde a capacidade muscular, mas não a consciência”, ensinou. Com esse total comprado, o estado soma 7.500 unidades de armas, quantidade que só perde para as polícias de Nova York e Londres.

Sobre os aplicativos, o secretário informou que a população já pode utilizá-lo. Para isso, é necessário baixar o aplicativo no celular e realizar um cadastro, no qual é pedido o nome, o CPF e o e-mail do usuário (tanto para o 190 PM, quanto para o 193 Bombeiros). Não é preciso ligar para o 190 e nem passar pela atendente. A ocorrência vai direto para o despacho e transmitida à viatura mais próxima. Para violência doméstica, perturbação do sossego, entre outras situações perigosas, em que a vítima não pode falar, esse aplicativo 190 é o ideal. Já no 193, aparecerão os ícones de ocorrências, como incêndio, parada cardíaca, vítima de acidente de trânsito. O app reconhece a localização de quem ligou e envia à viatura. “Tudo isso faz o cidadão ser atendido com mais precisão e muito mais rápido”, completou o coronel.