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Preço dos combustíveis: alguns consumidores notaram aumento na bomba

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Motoristas da região Sudeste possuem maior poder de compra (Divulgação/Freepik)

Encher o tanque do carro consumiu 5,9% da renda mensal das famílias no 1º trimestre de 2024, diz levantamento Veloe sobre combustíveis

Você foi abastecer esta semana e pagou mais caro pelo preço do combustível? Alguns motoristas da Região Metropolitana de SP chegaram a notar variação no valor na bomba. Na terça-feira, 11 de junho, a Ipiranga foi uma das distribuidoras que realizou reajuste de R$ 0,10 no preço da gasolina, diesel e etanol vendidos para seus postos credenciados.

Um morador que abasteceu seu carro na rede diz ter pago a mais pelo combustível. Porém, nem todos os postos da rede elevaram os preços, como a reportagem constatou em um posto de Alphaville.

Segundo  José Alberto Paiva Gouveia., presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de SP (Sincopetro), em entrevista ao portal Exame, as outras distribuidoras devem seguir o mesmo caminho da Ipiranga e cada posto vai tomar a decisão de repassar ou não os preços para o consumidor.

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Combustíveis: “MP do Fim do Mundo”

O motivo do aumento seria os efeitos da Medida Provisória 1.227, chamada de “MP do Fim do Mundo”, que restringe as compensações de créditos de PIS e Cofins. A MP foi enviada ao Congresso na semana passada pelo Ministério da Fazenda.

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) estima que a medida do governo terá impacto de R$ 10 bilhões para o setor de distribuição de combustíveis. Como as distribuidoras não têm como compensar todos os créditos de PIS/Cofins, terão que repassar os valores no preço dos combustíveis.

Segundo cálculo da instituição, a variação da gasolina pode ficar entre 4% e 7%, resultando em acréscimo de R$ 0,20 a R$ 0,36 a mais no preço do combustível. Já o diesel deve subir entre 1% e 4%, o que representaria R$ 0,10 a R$ 0,23 por litro.

Preço dos combustíveis: alguns consumidores notaram aumento na bomba
Medida Provisória 1.227 restringe as compensações de créditos de PIS e Cofins (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Gasto do brasileiro

No 1º trimestre de 2024, encher o tanque de gasolina comprometeu, em média, 5,9% da renda das famílias brasileiras. É o que mostra o Indicador de Poder de Compra de Combustíveis, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base em dados da PNAD Contínua (IBGE) e do Monitor de Preços dos Combustíveis, do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade.

O indicador representa a proporção da renda domiciliar mensal que seria necessária para custear o abastecimento de um tanque de 55 litros com gasolina comum em determinado período.

Em termos de variação, o percentual representa uma melhoria em relação ao trimestre anterior, mas ainda é superior ao do 1º trimestre do ano passado, que foi de 5,7%, indicando uma pequena deterioração do poder de compra no horizonte anual. Comparativamente, na média das capitais, onde a renda domiciliar é maior, o percentual foi de 3,9%. 

As médias mostram diferenças regionais relevantes. Famílias do Norte e Nordeste comprometem uma maior parcela da renda para encher um tanque de gasolina, enquanto moradores das regiões Sudeste e Centro-Oeste possuem poder de compra maior. Resumindo: são capazes de adquirir a mesma quantidade de combustível gastando um percentual menor da renda domiciliar mensal.

Com informações do portal Exame.

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