A região metropolitana da Grande São Paulo (RMSP) tem enfrentado muitos problemas com relação à urbanização e a poluição das águas dos rios que cortam as suas cidades. O aumento da população tem feito muita gente se mudar dos grandes centros urbanos para o interior e essa mudança, quase sempre desordenada, acaba gerando desequilíbrios.
É fato que quanto mais gente houver em uma determinada área, mais água, alimentos e serviços têm de ser alocados para lá. Ocorre ainda a extinção de áreas verdes e também de mananciais, que não deveriam ser mexidos, para a construção de casas, muitas vezes até longe dos olhos das autoridades. Embora os gestores estejam mais vigilantes, muita coisa feita antigamente, já não pode ser desfeita. Vilas em locais impróprios, de mata nativa, ou beira de rios são alguns exemplos. E todos esses problemas, somados à falta de saneamento, acabaram gerando a atual poluição das águas.
Na RMSP existem oito sistemas de produção que fornecem água potável a milhões de pessoas. Todos sofrem com os problemas de degradação resultantes da poluição do esgoto, desmatamento e expansão urbana desordenada nas áreas das bacias hidrográficas. Os principais sistemas são os da Cantareira, Guarapiranga e Billings, que juntos fornecem a água consumida por 70% da população. Transferências menores entre as bacias para o Alto Tietê são provenientes dos Rios Capivari e Guaratuba.
O maior
O Sistema Cantareira fornece praticamente a metade do volume de água que abastece a Grande São Paulo (31 m3/s). É formado por seis reservatórios em cinco bacias hidrográficas localizadas na Serra da Cantareira. Muitas áreas dentro desse sistema têm sofrido com o desmatamento, o que vem afetando a capacidade de produção natural de água. A taxa crescente de assentamento urbano ao redor dos reservatórios é outro grande problema, que gera, na maioria dos casos, a contaminação da água com esgoto.







