giro

PF vai investigar ataque hacker a sistemas de instituições financeiras

Ao menos seis instituições foram invadidas. Detalhes sobre a invasão ainda estão sendo apurados pela PF; saiba mais detalhes do caso
O ataque hacker que teve como alvo a C&M Software (Divulgação/Pixabay)

Ao menos seis instituições foram invadidas. Detalhes sobre a invasão ainda estão sendo apurados pela PF; saiba mais detalhes do caso

A Polícia Federal (PF) deve abrir um inquérito e investigar um ataque hacker a sistemas de instituições financeiras. A ação teve como alvo  C&M Software, empresa que presta serviços ao Banco Central (BC). O caso ocorreu nesta terça-feira (02).

A informação foi confirmada pela reportagem da Globo News junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Pelo menos seis instituições financeiras teriam sido afetadas pela atitude criminosa, com desvios de recursos de empresas e interrupção do método de transferência bancária Pix. 

A C&M é homologada pelo BC para isso, assim como outras oito empresas no país. Detalhes sobre a invasão ainda estão sendo apurados pela PF. 

PF irá investigar ataque a sistemas de instituições financeiras: mais informações 

Uma dessas instituições atingidas pela ação criminosa foi o Banco Paulista. A instituição financeira relatou que “uma falha no provedor terceirizado” levou à interrupção temporária do Pix. 

Segundo nota do banco, encaminhada ao Metrópoles, suas equipes técnicas vêm trabalhando em parceria com o BC para o restabelecimento do serviço o mais rápido possível.

De acordo com o Banco Central, foi determinado o desligamento do acesso das instituições às infraestruturas operadas pela C&M. Já conforme a BMP, empresa que oferece infraestrutura para plataformas bancárias digitais, o incidente envolvendo a C&M permitiu o acesso indevido a contas de reserva de pelo menos seis instituições financeiras.

“No caso da BMP, o ataque envolveu exclusivamente recursos depositados em sua conta reserva no Banco Central. A instituição já adotou todas as medidas operacionais e legais cabíveis e conta com colaterais suficientes para cobrir integralmente o valor impactado, sem prejuízo à sua operação ou a seus parceiros comerciais”, afirmou a BPM por meio de comunicado.

A companhia financeira diz ainda que continua operando normalmente, “com total segurança”, e “reforça seu compromisso com a integridade do sistema financeiro, a proteção dos seus clientes e a transparência nas suas comunicações”.

A empresa ainda informou que “colabora ativamente com as autoridades competentes, incluindo o Banco Central e a Policia Civil de SP, nas investigações em andamento”.

“A empresa é vítima direta da ação criminosa, que incluiu o uso indevido de credenciais de clientes para tentar acessar de forma fraudulenta seus sistemas e serviços”, prossegue o texto (veja na íntegra abaixo).

PF investiga ataque à hacker no Banco Central: o que disse a C&M Software

Segundo a PF, Banco Central não foi afetado (Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

À Reuters, o diretor comercial da C&M Software, Kamal Zogheib, afirmou que a empresa foi vítima direta de uma ação criminosa, que incluiu o uso indevido de credenciais de clientes para tentar acessar de forma fraudulenta seus sistemas e serviços.

“A CMSW confirma que colabora ativamente com as autoridades competentes, incluindo o Banco Central e a Policia Civil de SP, nas investigações em andamento.

A empresa é vítima direta da ação criminosa, que incluiu o uso indevido de credenciais de clientes para tentar acessar de forma fraudulenta seus sistemas e serviços.

Por orientação jurídica e em respeito ao sigilo das apurações, a CMSW não comentará detalhes do processo, mas reforça que todos os seus sistemas críticos seguem íntegros e operacionais, e que as medidas previstas nos protocolos de segurança foram integralmente executadas. Grato”.

*com informações do G1 e Metrópóles

Jornalismo regional de qualidade
Há mais de 17 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de Jundiaí, São Paulo e Taboão da Serra.

Siga o perfil do jornal no Instagram e acompanhe outros conteúdos.