Comum no interior do Estado de São Paulo, o barbeiro tem se dispersado por outras localidades e aparecido na Região Metropolitana. Em 2019, Santana de Parnaíba registrou um inseto, enquanto em Carapicuíba surgiram colônias em forros de residências.
Essas espécies de barbeiros são silvestres e conseguem conviver com o homem. Se alimentam do sangue de cão, roedor, ave, humano e saruê.
Segundo Rubens Antônio Silva, biólogo da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), as ocorrências têm ocorrido no entorno do Rodoanel Mário Covas, dos dois lados, em um raio de 1,3 km. “Dentro desse contorno, o diagnóstico em barbeiros foi positivo para a presença do protozoário Trypanosoma cruzi, causador da Doença de Chagas, nas cidades de Taboão da Serra e Embu das Artes, de 2015 para cá. Em Taboão foram 64 ocorrências até 25/7″, explica Silva”.
Em Carapicuíba, foram encontrados em forros 59 exemplares de barbeiros, em condomínios com áreas de mata. “Havia saruês no forro. Estamos pesquisando a associação do inseto com esses animais”, diz ele, que complementa: “o barbeiro se utiliza de um corredor de áreas verdes, que encontramos na região oeste.“
Independentemente do inseto possuir o protozoário ou não, “o caso de barbeiros encontrados em Carapicuíba é extremamente relevante”, destaca Silva. A população pode verificar a presença do inseto atrás de quadros, em forros, estrados e embaixo de colchões. “Ao encontrar um inseto, a pessoa deve encaminhá-lo à Unidade de Vigilância e Zoonoses (antigo CCZ) da cidade ou para a Vigilância Epidemiológica municipal. O inseto pode ser encaminhado também para a Sucen, que está localizada na rua Cardeal Arcoverde, 2.878, Pinheiros, São Paulo, no horário das 8h às 16h”, finaliza o biólogo da Sucen.






