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Osasco: três policiais da Rota são investigados por fraude em cena de crime

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Caso ocorreu no Trevo da Rodovia Anhanguera, altura do Km 18, em Osasco (Divulgação/PMESP)

Três policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) estão sendo investigados pela Justiça Militar por fraude processual, após a morte de suspeito de sequestro em Osasco. Na quarta-feira (20), a Justiça concedeu habeas corpus e revogou a prisão preventiva dos três agentes de segurança. As informações são do portal de notícias “G1”.

O crime ocorreu no último dia 12 de julho e, posteriormente, os agentes foram presos. Na ocorrência, um grupo de criminosos havia sequestrado uma pessoa na região de Barueri. Os meliantes tentaram evadir pela Rodovia Anhanguera.

Com o apoio de equipes da Polícia Militar (PM) de Barueri, de Cajamar, de Osasco e da capital, se iniciou uma busca para prender os marginais. Em um determinando momento, os indivíduos abandonaram o veículo na altura do km 18 da Anhanguera e fugiram a pé por uma região de mata.

Segundo a PM, uma equipe do 1º Batalhão de Choque da Rota prestou apoio à ocorrência e encontrou um dos criminosos. De acordo com o “G1”, a versão informada pela PM é de que agentes da Rota trocaram tiros com o suspeito, que foi baleado, socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para hospital em Osasco, mas não resistiu aos ferimentos. Outro homem envolvido no crime foi preso e o outro fugiu.

As Câmeras Operacionais Portáteis (COP) foram anunciadas pelo Governo do Estado de São Paulo em 2020 (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Após analisar as imagens das câmeras corporais, a Corregedoria da PM passou a investigar o caso e abriu um inquérito Policial-Militar (IPM) para apurar a morte. “Praticaram fraude processual ao obstruírem os registros das câmeras operacionais padrão que utilizavam posicionando os seus fuzis na frente da COP, colocando as mãos na sua frente e ao se posicionarem de forma contrária à da vítima para que não fossem registradas as imagens da execução”, afirmou o órgão no documento.

Além disso, as averiguações apontam que o suspeito estava desarmado e poderia ter se entregado com as mãos para o alto, quando foi baleado. Segundo o “G1”, inquérito indica ainda que a arma encontrada com o acusado morto pode ter sido inserida na cena do crime pelos agentes, para legitimar a ação.

Em virtude disso, um tenente e dois cabos foram presos na segunda-feira (18) e liberados na quarta-feira (20). Os policiais também divergiram em seus depoimentos. Após a conclusão do inquérito feito pela Polícia Militar, os autos devem ser submetidos à Justiça comum para para análise do homicídio doloso.

Câmeras Operacionais Portáteis
As Câmeras Operacionais Portáteis (COP) foram anunciadas pelo Governo do Estado de São Paulo em 2020. Conhecidas como “body cams”, o sistema foi implementado pelo então governador João Doria (PSDB), para reduzir ações de fraudes e violências promovidas por policiais.

Ainda segundo o “G1”, até o final deste ano, PM de SP terá mais de 10 mil câmeras que ‘gravam tudo’ presas a uniformes.

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