giro

Osasco: polícia prende homem suspeito de assassinar namorada que estava grávida

Assassinato de Pâmela Simões Moura, de 31 anos, alvejada com oito tiros, aconteceu na rua Bernardino de Campos. Caso está sendo investigado
Câmera de segurança registra Pâmela antes de ser assassinada (Divulgação/Reprodução Redes Sociais/Câmera de segurança)

A Polícia Civil de Osasco prendeu, na última sexta-feira (15), o namorado de Pâmela Simões Moura, de 31 anos, morta com oito tiros após ter encontrado com o suspeito numa viela na rua Bernardino de Campos, Jardim Veloso, zona sul de Osasco.

Familiares relataram que a vítima tinha saído para jantar com o segurança Cícero Monteiro Pais, de 53 anos, e ela ia confirmar a gravidez após ter realizado exame em unidade de saúde do bairro. Parentes relataram que o homem não aceitava a gravidez e teria pedido que ela abortasse. Pâmela não aceitou.

Uma câmera de segurança flagrou o momento em que o suspeito, que nega o crime, se aproxima da viela ao lado da mulher. Minutos depois ele aparece correndo. Na delegacia, ele relatou que mantinha relacionamento amoroso com a vítima e, após uma discussão, ela foi embora e depois soube da morte da companheira. Foram apreendidos para perícia junto ao IC dois celulares e uma arma.

Pamela foi enterrado sob forte comoção no sábado (16) no Cemitério Santo Antônio, Osasco. Sua mãe, Margarete Simões, lamentou a perda da filha. “Eu enterrei a minha filha, enterrei o meu tesouro, eu enterrei a coisa mais preciosa que Deus me deu”. Uma tia da vítima afirmou em depoimento que o namorado não achava que era pai da criança e queria que ela interrompesse a gravidez.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as investigações são conduzidas pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Osasco. “Laudos periciais estão em andamento e assim que concluídos serão analisados pela autoridade policial para auxiliar no esclarecimento dos fatos”, informou a SSP. “O Estado de São Paulo vem intensificando as ações de combate à violência contra a mulher, inclusive com campanhas para estimular a denúncia contra os agressores”, diz a pasta.