“Coloquei todo nosso governo à disposição para fazer toda a apuração necessária e tomar as providências cabíveis”, disse o prefeito de Osasco
Os influenciadores digitais e empresários Aline Gabriel e Fernando Gabriel vieram a público em suas redes sociais para denunciar um episódio de racismo sofrido pelo filho de sete anos em uma escola particular de Osasco.
Por meio de um vídeo divulgado no Instagram, o casal explicou que a criança, o único aluno negro da turma, era excluída das brincadeiras e atividades pedagógicas dentro da sala de aula na Fundação Instituto Tecnológico de Osasco (FITO), localizada no bairro Jardim das Flores, zona sul da cidade.
O casal detalhou que os episódios de bullying sofridos pelo filho acontecem desde os primeiros dias de aula. Eles disseram que, em uma ocasião de saída da escola, o pequeno foi deixado em uma recepção separada dos demais alunos.
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A situação foi presenciada pelo irmão mais velho, de dez anos, que também estuda no mesmo colégio e levou o irmão ao local reservado para a espera do transporte escolar dos estudantes. Os pais relataram a questão à direção da escola e ouviram dos gestores que o erro não se repetiria.
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Em um áudio divulgado pela mãe, o menino pede para trocar de instituição de ensino e fala que tudo o que ele queria era uma escola que fosse “bonzinha” com ele. As queixas feitas pelo casal envolvem ainda a omissão de uma professora dentro da sala de aula com relação a bullying, exclusão por parte dos colegas e da responsável.
“As próprias crianças se perguntavam quem queria brincar com o Pedro e ninguém queria (…). É doloroso saber que meu filho não brincou por um ano”, disse o pai à reportagem do Portal Terra.
Acusações de problemas psicológicos feita pela escola
Ainda segundo o casal, a escola argumentava, por meio de bilhetes na agenda escolar, que o menino tinha problemas psicológicos e cognitivos, pois estava apático durante as aulas. Contudo, uma psicóloga comportamental contratada pela família, verificou que, na verdade, ele era excluído.

“Me chamaram duas vezes para falar sobre e eu contratei uma profissional comportamental focada em inclusão infantil para ela fazer o acompanhamento do meu filho. Sou pai, então não posso ser negligente. Ela fez um acompanhamento e logo no primeiro dia, ela chegou no intervalo e ele tava isolado. A justificativa da professora foi que ela estava fazendo atividade em bloco”, relatou Fernando ao Terra.
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Reparação jurídica
Por meio das redes sociais, Aline Gabriel afirmou, por meio de uma nota, que se reuniu com o corpo jurídico e com o prefeito da cidade, Rogério Lins (Podemos).
A ação teve como objetivo buscar medidas e soluções no âmbito jurídico para reparar todos os danos sofridos pelo menino, bem como por toda a família.
“Estamos tomando as providências junto ao poder público, tivemos resposta positiva do governo nesse sentido e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que aqueles que direta ou indiretamente permitiram que tudo isso acontecesse, bem como negligenciaram o racismo estrutural, possam ser responsabilizados”, afirmou a mãe.
Escola e prefeito de Osasco se manifestam
A FITO divulgou um esclarecimento em seu site, pronunciando estar “consternada” com os fatos relatados. “Informamos a todos que já conversamos com a família e estamos apurando todo o ocorrido”, reiterou a equipe administrativa do espaço de ensino.
A escola ainda acrescentou que repudia veementemente qualquer ato de racismo ou conduta discriminatória, e que segue o compromisso de combater com todo rigor qualquer suspeita ou indício deste tipo de conduta.

“Ressaltamos que trabalhamos com afinco para promover um ambiente inclusivo, acolhedor e respeitoso, sempre, para todos os alunos e servidores, promovendo o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, afirmou a instituição.
Mediante a um vídeo divulgado em seus perfil no Instagram, o prefeito Rogério Lins afirmou que se reuniu com o casal e colocou o governo à disposição em busca de todas providências cabíveis.
“Pessoal, eu estive na casa do Fernando e Aline, tive a oportunidade de conversar com eles, com a família. E coloquei todo nosso governo à disposição para fazer toda a apuração necessária e tomar todas as providências cabíveis, sobre o acontecido com o filho deles. Contem conosco.”, afirmou o gestor público.
*Com informações do portal de notícias Terra e O Globo.
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