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Osasco: auditor fiscal é preso com R$ 22 mil em operação contra corrupção

Com o ex-auditor fiscal de Osasco, os policiais também apreenderam documentos, dois notebooks e aparelhos eletrônicos; saiba mais detalhes
O auditor fiscal foi preso em Valinhos (Divulgação/Polícia Civil)

Um auditor fiscal e uma mulher foram presos acusados de integrar um esquema de corrupção e fraudes tributárias instalado na Delegacia Regional Tributária de Osasco. A prisão ocorreu nesta sexta-feira (13). O órgão da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz) é responsável por questões fiscais e tributárias na cidade.

O auditor Rafael Merighi Valenciano, que trabalhava em Osasco, foi preso em Valinhos. Os policiais também apreenderam documentos, dois notebooks e aparelhos eletrônicos que podem ajudar nas investigações. Com ele, também foi confiscado cerca de R$ 122 mil em espécie apreendidos em uma casa de alto padrão

Já na cidade de São Paulo foi presa Maria Hermínia de Jesus Santa Clara, que, embora não tenha qualquer tipo de vínculo funcional com a Sefaz, tinha em sua posse “diversos computadores funcionais e certificados digitais pertencentes a agentes fiscais de renda”, segundo o MP.

Detalhes sobre a operação ligada a Osasco

A operação foi realizada pela Sefaz juntamente com o Ministério Público e as Polícias Civil e Militar de São Paulo, nas investigações da Operação Mágicos de Oz. As atividades são destinadas ao cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão temporária em São Paulo, Osasco, Valinhos e Tupi Paulista.

O foco foi desarticular um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro instalado na Delegacia Regional do Trabalho (DRT-14), de Osasco, identificado durante investigação iniciada a partir da Operação Ícaro.

A investigação aponta a existência de uma estrutura que utilizava pessoas para recebimento de propina por agentes públicos, com posterior movimentação de valores ilícitos e ocultação patrimonial.

Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária, além de ter sido determinado o afastamento de quatro agentes fiscais de renda de suas funções, bem como o afastamento do cargo do vice-prefeito de Tupi Paulista.

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária  (Divulgação/Polícia Civil)

Como integrante do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), a Sefaz-SP, por meio da Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp), tem atuado em diversas frentes e operações de combate à sonegação fiscal, à lavagem de dinheiro e a ilícitos contra a ordem tributária, em conjunto com os órgãos responsáveis pela operação realizada nesta sexta.

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo atua desde a deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, em conjunto com o Ministério Público, colaborando com as investigações.

“Atualmente, estão em andamento 33 procedimentos administrativos com a finalidade de verificar possíveis envolvimentos de servidores em práticas ilícitas, com possibilidade de demissão. A Sefaz reitera seu compromisso com os valores éticos e com a justiça fiscal, repudiando qualquer ato ou conduta ilícita e comprometendo-se com a apuração de eventuais desvios, nos estritos termos da lei”, afirmou a Secretaria de Segurança de São Paulo.

*com informações do G1 e Metrópoles

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