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Osasco Audax: do vice-campeonato paulista ao rebaixamento para a quarta divisão

Projeto de sucesso que nasceu em São Paulo e se mudou para Osasco em 2014 chegou na final do Paulistão em 2016, mas, sete anos depois, amarga a queda para a última divisão do estadual
Em sete anos o Audax passou de vice Paulista à quarta divisão do estado (Fernando Martinez/Giro S/A)

Projeto de sucesso que nasceu em São Paulo e se mudou para Osasco em 2014 chegou na final do Paulistão em 2016, mas, sete anos depois, amarga a queda para a última divisão do estadual

Sensação do futebol do estado em 2016, o Audax vai disputar a Segundona Paulista, nome oficial da quarta divisão, em 2024. O clube osasquense fez uma péssima campanha no Campeonato Paulista da Série A3, terminou na última posição e retornará ao último nível dos torneios da Federação Paulista de Futebol depois de 16 anos. É o ponto mais baixo de uma curta, mas marcante história.

Fundado na cidade de São Paulo como Pão de Açúcar EC em 1985, a equipe se profissionalizou em 2007 após três anos disputando campeonatos de base da FPF. A promessa da diretoria era de um projeto arrojado e vitorioso a curto prazo. No primeiro ano, campanha mediana e a nona posição. No segundo, a ótima performance com mais de 70% de aproveitamento deu o título em final contra o Batatais e subiu para a Série A3.

Em 2009 novo acesso, agora para a Série A2, depois de uma boa terceira colocação. Em 2010 o time estreou no segundo nível do futebol paulista e manteve o nome até 2011. A partir de 2012, já chamado de Audax, a agremiação entrou em seu melhor momento. O terceiro lugar em 2013 garantiu a promoção para a Série A1, a primeira divisão, em 2014. No mesmo ano, o grupo Pão de Açúcar anunciou a venda da equipe. O empresário Mário Teixeira passou a comandar o clube e mudou a sede para Osasco.

Na nova sede, o vice-campeonato do Paulistão em 2016
Em 2014 e 2015, os primeiros anos na nova cidade, o Audax ficou em 11º e 9º lugar no principal estadual do país. Mas em 2016 o clube vermelho e branco chegou ao seu maior resultado no futebol profissional. Após a liderança no Grupo C na fase inicial, os osasquenses pegaram o São Paulo nas quartas de final e golearam por 4 a 1.

Na semifinal, enfrentaram o Corinthians em Itaquera. O empate por 2 a 2 levou a decisão aos pênaltis e o Audax despachou o alvinegro. Na grande decisão, empate por 1 a 1 com o Santos jogando no Rochdale e derrota fora de casa por 1 a 0. Apesar da derrota, o time de Tchê Tchê, Camacho, Sidão, Felipe Alves, Ytalo e do técnico Fernando Diniz fez história.

O maior momento acabou sendo o ponto determinante da mudança de status do Audax. “Quase ganhar o Paulistão e ficar conhecido no Brasil pela forma de jogar foi algo incrível, mas nos desestruturou a curto/médio prazo. Os melhores jogadores saíram e os que ficaram tiveram que ser valorizados bem como a comissão técnica. Após o vice-campeonato os gastos do clube subiram muito” explicou Gustavo Teixeira, filho do ex-banqueiro Mário Teixeira, mecenas do Audax, ao site GE.com.

Em 2017 a expectativa era alta, porém o Audax acabou rebaixado para a Série A2 ao ficar na última posição. “Infelizmente os resultados desportivos não acompanharam. No ano seguinte, gastando o dobro do que foi gasto no vice-campeonato, o time caiu. Então diria que a queda para a A2 foi outro duro golpe que tivemos, pois perdemos a receita da televisão que era importantíssima para mantermos uma equipe de nível bom”, completou Gustavo Teixeira.

Audax não tem calendário profissional até abril de 2024
As campanhas posteriores também não ajudaram. Em 2018, novo rebaixamento, agora para a Série A3. O título de 2019, que o recolocou na Série A2, acabou sendo o único ano positivo. Em 2020 e 2021 o Audax respectivamente terminou em 13º e 14º lugar, e em 2022 nova queda com a 15ª e penúltima posição. Em 2023 o início na terceirona foi razoável e os osasquenses chegaram a ocupar a 7ª colocação no meio da primeira fase. Só que uma sequência de oito partidas sem vitórias culminou com outro rebaixamento.

O futuro não é dos mais promissores para o Audax. Mário Teixeira foi aos poucos se afastando em virtude do tratamento de uma doença. Longe do futebol, deixou as decisões nas mãos do filho. A família Teixeira chegou a investir cerca de R$ 2 milhões mensais, valor que hoje não ultrapassa os R$ 500 mil. A intenção é que o valor não seja maior que R$ 200 mil mensais no futuro. Sem calendário profissional até abril de 2024, o próximo passo do alvirrubro de Osasco é uma incógnita.

*Com informações do “GE.com”.