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Movimento contra concessão da Raposo Tavares faz ato na sexta (22)

A atividade é promovida pelo grupo “Nova Raposo Não!”, formado por grupo de moradores, ativistas e movimentos sociais; confira mais detalhes
Ação ocorre entre ocorre no cruzamento entre a Rua Benjamin Mansur e a rodovia (Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)

Acontece nesta sexta-feira (22), às 17h, um ato público de panfletagem contra o projeto de concessão Nova Raposo. O evento é feito por um grupo de moradores, ativistas e movimentos sociais e ocorre no cruzamento entre a Rua Benjamin Mansur, na capital paulista, e a Rodovia Raposo Tavares, trecho de grande circulação de veículos.

A atividade é promovida pelo grupo “Nova Raposo Não!”. Segundo os organizadores, as ações visam alertar a população e motoristas que circulam pela estrada acerca dos riscos e impactos previstos no projeto ao longo da rota que perpassa pela região do Butantã, na capital paulista, até Cotia.

Os manifestantes apontam que o tema não é algo isolado de um único bairro e sim, de uma grande intervenção que afetará a mobilidade, o meio ambiente e a economia daqueles que transitam pela Raposo Tavares.

Nova Raposo Não!: veja as reivindicações e questionamentos

Movimento contra concessão da Raposo Tavares faz ato na sexta (22)

Evento ocorre próximo à rodovia (Reprodução/Redes Sociais)

O grupo “Nova Raposo Não” aponta como principais críticas o recente adiamento da cobrança de pedágios na rodovia para 2027. Conforme os manifestantes, a mudança no cronograma gerou ajustes contratuais para reequilíbrio financeiro das concessionárias que, de acordo com o grupo, resultarão em repasses de recursos públicos estimados em cerca de R$ 500 milhões.

Além disso, o grupo destaca que o modelo proposto acarretará aumento de custos para a população por meio de subsídios ou futuras tarifas, além de provocar impactos ambientais relacionados ao desmatamento necessário para a ampliação das pistas.

O grupo também afirma que a proposta pode resultar em desapropriações de imóveis residenciais e comerciais ao longo do traçado e não resolverá, de forma sustentável, os problemas estruturais de trânsito na região.

O ato marcado para sexta-feira tem como objetivo mobilizar apoio popular e pressionar o Governo do Estado a suspender imediatamente o contrato de concessão, além de rever as propostas de mobilidade previstas para a Rodovia Raposo Tavares.

Sobre a Nova Raposo

Em novembro de 2024, a EcoRodovias venceu o leilão da Nova Raposo com um lance de R$ 2,19 bilhões, superando concorrentes como EPR, CCR e Via Appia. A concessão, que prevê investimentos de R$ 8 bilhões ao longo de 30 anos, inclui trechos hoje administrados pela CCR ViaOeste e pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem).

O projeto prevê duplicações, novas marginais, passarelas e pontos de ônibus em 92 km de rodovias. Serão implantados 13 pedágios no modelo free flow, cinco deles na Raposo Tavares.

O contrato do lote Nova Raposo estabelece que a concessionária arque com até R$ 838,9 milhões em desapropriações. Caso o valor ultrapasse esse limite em mais de 10%, o governo dividirá o excedente com a empresa.

Segundo os manifestantes, projeto vai impactar o meio ambiente (Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)

A rota vai conectar as rodovias Régis Bittencourt (BR-116), Raposo Tavares (SP-270) e Castelo Branco (SP-280). A intervenção vai melhorar o fluxo de veículos e reduzir a pressão sobre o Rodoanel Oeste, otimizando o escoamento do tráfego de veículos leves e pesados entre as diversas regiões metropolitanas.

O investimento também vai ajudar a otimizar o trânsito, diminuir os congestionamentos e riscos de acidentes, principalmente no trecho entre Cotia e São Paulo.

A concessão da Nova Raposo, com leilão agendado para esta quinta-feira, 28 de novembro, prevê a gestão de 92 quilômetros de rodovias e inclui também a modernização das infraestruturas de acesso.

As melhorias no lote Nova Raposo Tavares englobam a instalação de sistemas de monitoramento e gestão de tráfego, novos pontos de ônibus, alças de acesso, passarelas e iluminação, entre outros. O projeto conta com investimentos estimados em R$ 7,9 bilhões ao longo de 30 anos.

A futura concessionária deverá implementar pórticos do Sistema Automático Livre (free-flow), eliminando a necessidade de cabines de pedágio e permitindo passagem sem parada. Haverá descontos para usuários frequentes: 10% para mais de dez passagens e 20% após a 21ª. Veículos com tags terão 5% de desconto adicional. As tarifas vão variar de R$ 0,54 a R$ 4,84 e serão cobradas após a conclusão das obras.

*Com informações do portal Viva Cotia

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