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Mortes associadas à Covid-19 chegam a 1,2 mil casos na região

Levantamento em todos os cartórios revela escalada de óbitos

Um levantamento em todos os cartórios de pessoas naturais das 11 cidades da região mostra que 1.200 óbitos de doenças relacionadas ao novo coronavírus (Covid-19) foram registrados nas 11 cidades da região entre 16 de março e 27 de abril deste ano. Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (27) que adotará os dados dos cartórios para divulgação de dados oficiais da doença diariamente.

A reportagem considerou somente os registros que constavam como a causa das mortes: Síndrome respiratória aguda grave (SRAG), pneumonia, Insuficiência respiratória, Septicemia (sepse/choque séptico), além das indeterminadas, que são causas ligadas a doenças respiratórias, mas não conclusivas.

Até o momento, nos cartórios foram registrados 449 óbitos em Osasco, 174 em Barueri e 170 em Cotia. Já os confirmados pelas prefeituras nestas cidades por meio de exames laboratoriais são 81, 32 e 14, respectivamente.

“Os dados dos Cartórios de Registro Civil se mostraram úteis para profissionais da área médica de diversos estados e municípios, assim como para toda a sociedade, podendo auxiliar governos na prevenção do avanço da doença entre a população”, explica o vice-presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-Brasil), Luis Carlos Vendramin Júnior.

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, explica que os dados dos cartórios se aproximam da realidade sobre a doença. “Estamos trabalhando com a rede de cartórios eo  portal da transparência, dados registrados da Covid no sistema muito próximos da realidade. Possivelmente temos dados que ainda precisam ser alimentados e para isso estamos nessa semana articulando com estados e municípios para que façam transferência dos registros de informação de mortalidade diariamente. Isso acontecia por semana. Esse delay acabava influenciando”, diz Oliveira.

Já o Ministro da Saúde, Nelson Teich, minimiza os números. “Quando a gente coloca dados positivos ou negativos, de forma alguma a gente quer minimizar ou piorar o que está acontecendo”, diz Teich.

As estatísticas apresentadas se baseiam nas Declarações de Óbito (DO) – documentos preenchidos pelos médicos que constataram os falecimentos – registradas nos Cartórios do País e relacionadas à Covid-19. Os novos gráficos permitem compreender ainda a proporção de óbitos por gênero e idade e, em breve, a identificação do local de falecimento, assim como o local de residência da pessoa falecida (nem sempre o mesmo em que veio a falecer).